Cidades de Papel – Crítica do filme

Na presença do autor de Cidades de Papel, John Green, a FOX Film promoveu a première mundial da adaptação literária no Cine Odeon, no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (01). O filme teve início às 21h30, mas desde a manhã já havia fãs reunidos em frente ao local do evento para ver o autor que chegaria às 20h. E eu, Mile, do Books on First, tive o fortúnio de receber um desses convites. (Acompanhem a história aqui).

Cidades de Papel, filme de Jake Schreier, é a segunda adaptação dos livros de John Green e teve a mesma equipe de roteiro de A culpa é das estrelas, Scott Neustadter e Michael H. Weber. A data de estreia no Brasil é 09 de julho.

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O longa narra a história da amizade de infância de Quentin Jacobsen, que sempre prezou por discrição e Margo Roth Spiegelman, constantemente em busca de mistérios e aventuras. O casal de amigos se afasta na adolescência, até que no último ano do colégio, Margo surge na janela de Q vestida de ninja e o recruta para uma de suas missões.

A adaptação faz jus a narrativa do livro e consegue capturar a essência da história de John Green, que admitiu preferir o filme à própria obra escrita por ele. “Deveria ter escrito assim há 8 anos”, brincou durante a coletiva de imprensa no Copacabana Palace.

O humor do autor, assim como em seu livro, é perceptível durante todo o longa. Diferente do primeiro filme adaptado de Green, Cidades de Papel esquiva-se do tema dramático e vai ao encontro de uma hilaridade sem precedentes. Se lágrimas rolarem, serão de boas risadas.

O filme é simplista e apesar de contar com uma narrativa fluida e fácil, apresenta cenas corridas. O motivo, é claro, poupar o espectador de detalhes da obra literária que não chamam tanta atenção em imagens de vídeo. A duração é de 1h45min.

Cara Delevingne surpreendeu a todos ao interpretar Margo. Antes da sessão no Odeon, John Green fez um discurso e incluiu sua parabenização ao elenco, inclusive à Delevingne, que além de atriz é uma das modelos mais cobiçadas da atualidade, afirmando que Cara, melhor que ninguém, sabe como é carregar as expectativas colocadas pelas pessoas ao seu redor, comparando-a com a popular personagem que interpreta.

Além disso, Nat Wolff, que não compareceu à sessão por precisar voltar aos EUA na tarde do mesmo dia por motivos pessoais, junpaper towns_to com Austin Abrams, Justice Smith, Halston Sage e Jaz Sinclair, que interpretaram, respectivamente, Quentin, Ben, Radar, Lacey e Angela, honraram os personagens que mais pareciam amigos de longa data. O diretor relatou que fez questão de reservar um período antes das filmagens de fato começarem para que os atores pudessem transmitir nas gravações esse entrosamento de forma honesta.

Antes da exibição do filme, foi prometido pela organização do evento uma surpresa dentro das cenas gravadas. Lá para a metade do filme, fomos surpreendidos com uma maravilhosa e inesperada cena que arrancou suspiros e uivos de aprovação de toda a sessão. Apesar de inesperado, tenho certeza que os fãs de John Green, assim como eu, vão aclamar a surpresa.

O filme é destinado ao público adolescente/jovem e aborda questões como a amizade e como o amor pode nos fazer enxergar o outro. A história também trata de refletir sobre a artificialidade das coisas, pessoas e cidades, criada principalmente por essa romantização concebida pela nossa cultura. Segundo o autor, valorizamos tanto o amor platônico que não entendemos a importância da amizade, e impedimos a nós mesmos de enxergar as pessoas como meros seres humanos que são, e nada além de disso.

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3 comentários sobre “Cidades de Papel – Crítica do filme

  1. Bruna Rezende disse:

    Incrível! A melhor parte é que o John Green acompanha suas adaptações tão minuciosamente que consigo enxergar no filme toda a essência que o livro transmite. Me tocou como cada ator incorporou seu personagem e juntos deram forma a amizade. Hilário e emocionante!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ana Paiva disse:

    Texto maravilhoso, todos esses detalhes relatados de forma mininuciosa faz parecer que estava ao seu lado na sessão! Mile, você é muito sortuda e privilegiada e tenho muito orgulho de você! Quando crescer quero ser igual! Haha todo sucesso do mundo pra jornalista mais top da Rural ! Parabéns ❤

    Curtido por 1 pessoa

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