“P.s.: ainda amo você” – Resenha

Essa resenha pode conter spoilers para quem ainda não leu “Para todos os garotos que já amei”.

“NOVO CONTRATO DE LARA JEAN E PETER

• PETER NÃO VAI SE ATRASAR MAIS DO QUE CINCO MINUTOS.

• LARA JEAN NÃO VAI OBRIGAR PETER A FAZER QUALQUER TIPO DE ARTESANATO.

• PETER NÃO PRECISA LIGAR PARA LARA JEAN TODAS AS NOITES ANTES DE IR DORMIR, MAS PODE LIGAR SE TIVER VONTADE.

• LARA JEAN SÓ VAI A FESTAS SE TIVER VONTADE.

• PETER VAI DAR CARONA PARA LARA JEAN SEMPRE QUE ELA QUISER.

• LARA JEAN E PETER VÃO SEMPRE CONTAR A VERDADE UM PARA O OUTRO.

Só tem uma coisa, uma coisa importante da qual quero ter certeza.

— Peter.

— Que foi?

— Não quero que a gente parta o coração um do outro.

Peter ri e acaricia minha bochecha.

— Você está planejando partir meu coração, Covey?”

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“P.s.: Ainda amo você” é a aguardada sequência do best-seller “Para todos os garotos que já amei” — publicação ed. Intrínseca — e trouxe o desfecho dessa duologia que tomou meu coração.

O romance, mais uma vez, traz à tona a problemática da adolescência. O mais legal é que Jenny Han mostra como, apesar de simples, ela é séria. É como se um adulto conversasse com uma criança de igual para igual. Ela não faz esses dramas parecerem menores ou desimportantes. Ela os trata com divertimento, mas com delicadeza.

Na sequência podemos notar o amadurecimento da personagem principal, bem como de Kitty, sua irmã mais nova, e a forma como elas encaram o novo rumo que esse volume tomou. Além, é claro, do relacionamento delas como irmãs e em família, magnificamente bem construído pela autora.

Amo. Ele disse ‘amo’. Fico tonta. Sou uma garota amada por um garoto, e não só pelas irmãs, pelo pai e pelo cachorro. Um garoto com sobrancelhas lindas e cheio de truques.”

A Lara Jean é a mais romântica das irmãs Song. Por isso ela escreveu cartas, em primeiro lugar, por isso ela se dedica a fazer cartões nos dias de São Valentim, e sobremesas cheias de enfeites. As cenas que a autora constrói para enfatizar esse traço são as melhores. Os acontecimentos mais simples tecem a história do jeito mais encantador que já li nos livros YA. E para provar que é uma boa nerd, até referências da cultura pop a autora usa.

“Na sexta, levo os biscoitos de limão e escrevo o número da camisa dele na bochecha, o que deixa Peter feliz da vida. Ele me abraça e me joga no ar, com um sorriso enorme no rosto. Fico me sentindo culpada por não ter feito isso antes, porque foi preciso um esforço mínimo da minha parte para fazê-lo feliz. Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento.”

Qualquer um que já foi ou é adolescente vai se identificar em algum momento da trama e vai terminar a história abraçando o livro e querendo mais. Doce como o doce mais doce das sobremesas da Lara Jean.

“Então, pego a mão dele e a coloco no meu peito, sobre o coração.

— Você tem que cuidar bem dele, porque é seu.”

“A Sereia” – Resenha

O romance de estreia de Kiera Cass, autora da série A Seleção, revisitado 6 anos depois de sua publicação, foi uma chance que a autora encontrou de incrementar sua história original e finalmente publicá-la numa editora tradicional. No Brasil, a responsável por sua publicação é a editora Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras.

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A  H I S T Ó R I A

O livro trata de uma releitura moderna dos contos mitológicos gregos das sereias. A Água, que por sua vez é uma personagem animada, recruta jovens meninas para servi-la por cem anos. Nunca esposas ou mães, já que seria praticamente impossível ter a fidelidade plena desse grupo de mulheres. A Água quer jovens que dediquem seus corações e suas vidas integralmente a Ela.

A regra é simples. As sereias – que nunca são muitas, é sempre mantido um grupo pequeno de mulheres transformadas para ajudar a mantê-las em segredo – devem usar sua voz para cantar e assim atrair vidas que, encantadas pela canção, se jogam e afogam no mar. A Água insiste que precisa ser alimentada, pois esse é o equilíbrio da vida. Uma vida sacrificada por ela salva mil outras.

As jovens sereias levam uma vida normal, – tirando o fato de que nunca morrem, não ficam doentes, não se machucam, não envelhecem e respiram debaixo d’água – frequentam aulas, vão as festas e viajam. Porém, é importante que nunca se comuniquem usando a fala, ou levariam o mundo todo à morte. Apesar de fazerem o trabalho sujo, não é algo de que elas se orgulhem.

Entretanto, Kahlen, nossa protagonista, que acontece de ser a filha mais especial da Água, conhece alguém e, de repente, se vê apaixonada. A serva que tem uma pena de somente mais vinte anos para cumprir com a Água, coloca tudo a perder quando não consegue mais direcionar seu coração para o lugar certo. Pela primeira vez em seus oitenta anos de servidão e obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.

C O N S I D E R A Ç Õ E S

Kiera Cass e releituras. Duas coisas que amo na literatura contemporânea. Duas coisas que, por algum motivo, não me convenceram de jeito nenhum dessa vez. O livro é curto e até bem descomplicado de fluir. Mas o romance, entretanto, o principal foco da obra, é mal construído e apelativo. São 323 páginas onde o casal em questão contracena em três apenas cenas e vivem um amor instantâneo. Os dois mal se conhecem, mas compartilham a mesma alma e as mesmas dores. O casal, infelizmente, não me convenceu.

Apesar de serem responsáveis por uma das cenas mais sem noção do livro – entre tantas outras -, a amizade das irmãs sereias foi o que me agradou mais da história e o motivo de ter avaliado o livro com três, e não duas estrelas. Isso e essas duas citações que me chamaram a atenção:

“Os casais eram como sereias: criavam a própria língua, os próprios sinais e os próprios mundos.”

“Não conhecia nenhuma expressão mais forte que ‘alma gêmea’, que desse a entender a sensação de estar tão unido a alguém que é difícil dizer onde termina essa pessoa e onde você começa”.

Até ela completar com “Se essa expressão existisse, pertencia a Akinli e a mim”, o que me fez revirar os olhos.

Bom para “A Sereia” ser um standalone. 

Apesar de não ter me contentado com o livro de estreia da autora, continuo sendo aquela leitora que vai ler qualquer livro que Cass publicar. Meu consolo é o lançamento de “A Coroa” em maio, o último livro da série “A Seleção”. 😀

“November 9” – Resenha

Às vezes, sinto que se todos os romances do mundo fossem escritos pela Colleen Hoover eu leria um livro por dia. O da vez é “November 9”, publicado em novembro do ano passado pela editora Atria Books e, segundo a Galera Record, tem previsão de lançamento no Brasil para 2017 (eba!).

5/5 🌟  no Skoob


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“If she’s not careful, I might just fall in love with her. Tonight”.

Fallon O’Neil é filha de Donovan O’Neil, um famoso ator que interpretou o personagem Max Epcott. Fallon tinha seguido os passos de seu pai e sua carreira, aos 16 anos, já era um sucesso. Até o dia em que se acidentou em um incêndio. Em um 9 de novembro, a jovem, que estava apenas começando sua carreira, viu as perspectivas de seus sonhos mudarem de rumo quando teve 30% do seu corpo queimado.

No aniversário de dois anos do acidente, Fallon sai para almoçar com Donovan. É aí que Benton James Kessler surge para salvá-la dos conselhos pessimistas de seu pai. Ele é o primeiro cara que flerta com ela desde o acidente e, quando senta na mesa, se apresenta como namorado de Fallon, e ela, que não tinha nada a perder, entra no jogo.

Insta-love: a identificação entre os dois é instantânea. Uma linda e comum história de amor poderia começar aí, não fosse pelo fato de que Fallon está se mudando de Los Angeles para Nova York na manhã seguinte. Como eles não tem nenhuma intenção e, tão menos, coragem de perder a forte ligação que construíram em um dia, combinam de se encontrar nos próximos cinco anos no mesmo lugar, dia e horário.

“You can’t leave yet. I’m not finished falling in love with you”.

Assim é todo 9 de novembro. Com 365 borboletas no estômago dos dois jovens. Eles se encontram depois de todo um ano, e quantas coisas podem ter mudado? Ou mesmo será que eles vão se lembrar do encontro marcado com tanta antecedência?

Também sabemos que Ben, quem ajudou Fallon a valorizar suas cicatrizes e aumentar seu auto-estima, guarda algum segredo, devido algumas atitudes suspeitas nos capítulos narrados no seu POV. Entretanto, o rumo que a história toma é de cair o queixo.

Adorei como a autora criou uma metalinguagem ao colocar Ben como escritor e usar suas falas para expressar as dificuldades, rituais e pensamentos de um autor. O legal é que o seu livro é basicamente o livro de Ben, acrescentado da voz de Fallon.

Totalmente surpreendente e ainda mais emocionante, o romance é mais um na minha lista de favoritos. Colleen Hoover got the hang of it! Romântico, dramático e cômico, numa medida que só a autora faz como ninguém.

Trilogia Slammed – Resenha

A trilogia Slammed é o primeiro romance da autora bestseller Colleen Hoover e foi publicado pela editora Galera Record no Brasil. A série é composta pelos volumes em sequência: “Métrica”, “Pausa” e “Essa garota”. Já adianto que avaliei com 5/5 estrelas no Skoob os dois primeiros volumes e favoritei. ❤ Será que vai ser assim com todos os livros da CoHo? :O

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O primeiro volume, “Métrica”, é narrado por Layken que está de mudança para Ypsilanti com seu irmão mais novo, Kel, e sua mãe, Julia, depois da morte de seu pai no último ano. Lake não queria ter de perder o Texas também, mas se muda relutante mediante a situação crítica da família.

Assim que chegam na cidade, a família, nova habitante de Ypsilanti, se depara com os vizinhos Will Cooper e seu irmãozinho Caulder, que logo vira melhor amigo de Kel. Os dois irmãos, sozinhos, mudam toda a ideia negativa que Lake tinha de se mudar.

A identificação entre Lake e Will é instantânea e brevemente os dois se veem intensamente atraídos. Essa atração, entretanto, é maior e muito mais complexa que uma mera necessidade física. Os dois se reconhecem um no outro.

Mas, como sabemos, é um livro – uma trilogia! – e não teríamos um final feliz logo nos primeiros capítulos. O que acontece, caros leitores? Colleen Hoover acontece. Como é de praxe da autora, o livro aborda históricos dramáticos na vida dos personagens que, constantemente, nos envolvem em muitas lágrimas.

O drama continua em “Pausa”, eleito o meu livro preferido da série e dessa vez narrado por Cooper. Quando Lake e Will acreditam ter derrubado todos os muros que os atrapalhavam de ficar juntos, Colleen Hoover acontece de novo. E depois mais uma vez. Essa mulher não se cansa né, gente?

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O que mais adorei nesse livro foram a entrada de novos personagens incríveis, e o envolvimento maior de outros que já conhecíamos do primeiro volume. Os personagens da autora, nessa trilogia, têm todos personalidades muito forte, que nos faz amá-los de uma forma ou de outra.

No terceiro e último volume, “Essa garota”, além de podermos saber um pouco sobre a vida pós métrica-e-pausa dos personagens, temos a oportunidade de ler, sob o ponto de vista de Will, os acontecimentos decorridos em “Métrica”, inclusive algumas cenas que não fazíamos ideia que tinha ocorrido.

Amei e não amei o último livro ao mesmo tempo. O fato de poder ter contato com essa série de novo foi uma experiência que me deixou muito contente. Mas, fiquei me perguntando se não podíamos cortar algumas enrolações e transformar a série toda em uma duologia. De qualquer forma, esse último me fez “esculpir abóboras” de leitura, já que desgosto tanto de chegar ao final de séries que amo. 😥

Colleen Hoover, novamente, conseguiu me tirar gargalhadas altas, tão impecável é seu senso de humor, e, ao mesmo tempo, lágrimas incessantes. Essa característica é o que mais amo na autora, e o motivo que me faz pegar os livros dela sem receio algum. Nas mãos de qualquer outro autor, “Slammed” poderia se tornar uma obra monótona ou, até mesmo, fatigante, mas Hoover consegue dar ritmo e unidade à sua trama, nunca a deixando cansativa ou desinteressante.

Mais do que recomendo essa série que devorei em poucos dias.


É fã da Colleen Hoover ou ficou com vontade de ler? Conta para mim nos comentários! ❤

“O lado feio do amor” – Resenha

“A diferença entre o lado bonito e o lado feio do amor é que o bonito é bem mais leve. A pessoa se sente como se estivesse flutuando. Ele ergue a pessoa. Carrega-a consigo. As partes bonitas do amor fazem você ficar acima do resto do mundo. Elas deixam a pessoa muito acima das coisas ruins, e a fazem olhar para todo o resto lá embaixo e pensar: Caramba. Que bom que estou aqui em cima.”

“O lado feio do amor” é da autora best-seller Colleen Hoover e foi publicado pela Galera Record no Brasil. Avaliei com 5/5 estrelas no Skoob e favoritei.


ugly love

Tate é uma estudante de enfermagem que está se mudando para casa de seu irmão Corbin. Logo que Tate chega no apartamento, sozinha à primeira vez, se depara com o melhor amigo de seu irmão bêbado implorando para entrar. Mas, as primeiras impressões frequentemente nos iludem.

Miles é na verdade um rapaz centrado, sério e fechado, tem 23 anos e, assim como todo homem da vida de Tate, é piloto. Miles tem um passado que o tornou essa pessoa obstruída, e temos a oportunidade de ir conhecendo-o aos poucos durante a leitura, em capítulos alternados que se passam seis anos antes do jovem conhecer Tate.

A atração entre os dois é praticamente instantânea, no entanto, quando começam a se envolver, Miles cria duas regras para preservar um relacionamento completamente sem compromisso: não ser questionado sobre seu passado e nunca esperar dele um futuro. Assim que as regras são determinadas, Tate sabe que vai fracassar. Afinal, enquanto Miles é sólido, Tate é líquido e apenas isso.

Felizmente, há capítulos alternados onde vamos, aos poucos, entendendo as circunstâncias que levaram o coração de Miles Archer a se tornar tão recolhido. No desbravamento por esse segredo, uma surpresa: uma trama emocionante e de apertar o coração. A história de Miles é surpreendente e Tate mal sabe os caminhos que precisará percorrer e persistir para quebrar suas muralhas e derreter suas geleiras.

É nesse ritmo que Colleen Hoover trabalha para mostrar os dois lados do amor. Por vezes poética, mas não menos cômica, a autora abre discussão sobre a parte feia, árdua e penosa que existe em toda e qualquer relação de amor. Mas há também o lado que, ocasionalmente, resiste a esses eventos. O lado belo que nos faz olhar para todo o resto lá embaixo e pensar: Caramba. Que bom que estou aqui em cima.


A notícia boa é que o livro está em processo de adaptação para os cinemas, e de acordo com o teaser já lançado está previsto para o próximo ano.

É fã da Colleen Hoover ou ficou com vontade de ler? Conta para mim nos comentários! ❤

“Um mais Um” – Resenha

“A lei da probabilidade combinada com a lei dos grandes números estabelece que, para vencer as dificuldades, de em vez quando temos que repetir algumas vezes um acontecimento para conseguir o resultado almejado. Quanto mais se faz, mais perto se chega. Ou, como explico para minha mãe, às vezes, basicamente, só precisamos insistir.”

Avaliei com 5/5 estrelas no Skoob. Essa é a segunda obra da Jojo Moyes que leio e a segunda que vai para minha lista de favoritos. ❤


Um mais Um

S I N O P S E

Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos.

Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno prodígio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação, Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de veraneio por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista.

Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.

Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

Um mais um

C O N S I D E R A Ç Õ E S

Otimista é a palavra que define cada uma das 320 páginas dessa obra, que me rendeu tanto boas risadas quanto lágrimas, durante algumas madrugadas de pura êxtase literária.

Com o seu mais afiado tom de humor, a autora narra sobre família, superação e sobre algumas “montanhas” que, às vezes, precisamos subir e descer, seja por nós mesmos ou por aqueles que amamos.

A obra é principalmente sobre se relacionar em família, desde estimular as qualidades uns dos outros até a maneira de lidar com os defeitos de cada qual dentro de um clã.

Moyes criou personagens que erram, mas que não se contentam, persistem e mostram que unidos são capazes, sim, de mover umas montanhas e conquistar tudo. Mesmo que – com tudo – eu esteja me referindo a narrar todo um livro juntos, cada um a sua maneira num capítulo, sem comprometer nada da essência da história.


Se você já leu, não deixe de contar nos comentários sua opinião! ❤

“Para todos os garotos que já amei” – Resenha

Para todos os garotos que já amei” é um romance de Jenny Han, autora bestseller do NYTimes, e no Brasil foi publicado pelo editora Intrínseca.

Avaliei com 4/5 estrelas no Skoob.


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Lara Jean é uma adolescente romântica. Amou cinco garotos, platonicamente, durante sua vida. Quando sente que não está mais apaixonada, Lara Jean escreve uma carta de despedida e guarda em uma caixa azul-petróleo em seu guarda-roupa. Ela vive com seu pai e suas duas irmãs, Margot e Kitty. E há Josh, namorado de Margot que é muito próximo de todos eles.

Acontece que a família se vê incompleta quando Margot termina com Josh assim que se muda para a Escócia em busca de finalmente viver sua vida dos sonhos na faculdade.

Quando Margot viaja, Lara Jean sente a irmã se distanciar muito além da física das relações, e logo o peso e a responsabilidade de ser a nova irmã mais velha e mãe de seu lar cai sobre ela. Seu pai também está sofrendo os efeitos do “ninho vazio”, e adota a ideia de jogar coisas antigas e desnecessárias fora.

Lara Jean tem o intuito de continuar com sua rotina habitual, a fim de esquecer a falta de Margot, quando continua se encontrando com Josh. É então que ela percebe que velhos sentimentos podem estar germinando em seu coração.

Como se estar apaixonada pelo ex-namorado da sua irmã não fosse suficiente, um dia, Lara Jean acorda e descobre que em meio as tantas coisas que seu pai andou se desfazendo estava sua caixa azul-petróleo, e que suas cartas de amor foram devidamente enviadas a seus respectivos remetentes. E isso inclui Josh, Peter Kavinsky – o garoto mais bonito e popular do colégio -, e mais outros três rapazes que ela nem ao menos tem contato.

A protagonista quer se provar independente, afinal ela tem toda a pressão de suas novas responsabilidades, e então decide resolver essa confusão por conta própria. Quando Josh resolve questioná-la sobre a carta, Lara Jean tem o intuito de contornar a situação, no entanto, acaba criando um novo embaraço para sua vida.

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O livro tem alguns clichês como a garota rica, linda e malvada do colégio, com nome de vilã – Genevieve – que vai aprontar bastante com Lara Jean, mas, apesar disso, Jenny Han sabe como escrever um bom young adult com personagens reais cujos conflitos e pensamentos correspondem a sua faixa etária. Pude me identificar com alguns traços da personalidade da protagonista, o que me permitiu uma leitura fluida e muito agradável. Além disso, suas muitas gafes me renderam boas gargalhadas.

O livro possui uma sequência já publicada nos EUA, “P.s: Ainda amo você”, e será lançado no Brasil no primeiro semestre de 2016, pela editora Intrínseca. Para os ansiosos de plantão, você pode encomendar o segundo livro “P.S: I Still Love You” em inglês, pelo site britânico BookDepository – o frete é grátis por esse link. 🙂

Leitura mais do que recomendada para os amante de YA que estão à procura de uma narrativa adorável tanto quanto cômica. Lara Jean e os personagens secundários que compõem a sua história prometem momentos encantadores de leitura.


O livro está disponível nas grandes livrarias do país e você também pode comprar online e aproveitar que Amazon está no BOOKfriday!

Já leu ou tem vontade de conhecer as obras da Jenny Han? Conta para mim nos comentários. 😉 ❤

“Toda Luz Que Não Podemos Ver” – Resenha

“Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre”

Avaliei com 5 estrelas no Skoob.


“Toda Luz Que Não Podemos Ver” de Anthony Doerr, vencedor do Prêmio Pulitzer de ficção, intercala narrativas que contam a história de dois adolescentes durante a Segunda Guerra Mundial.

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Paris, França.

Marie-Laure é uma menina cega que vive com seu pai, Daniel LeBlanc, em Paris. Porém, quando a cidade é ocupada pelos nazistas no início da Guerra, o Museu confidencia a sua mais preciosa pedra ao pai de Marie, e os dois seguem para a residência de um parente na cidade de Saint-Malo, foragidos.

Em Saint-Malo, o pai de Marie constrói uma maquete da cidade para que a filha possa conhecer e andar pelas ruas em momentos oportunos. Dessa forma, Marie-Laure, menina de grande inteligência e rápido aprendizado, estará familiarizada com a cidade.

Alemanha nazista.

A única família de Werner, nosso segundo protagonista, é Jutta. Porém, os dois são obrigados a se afastar quando os dons e a mente brilhante de Werner chamam a atenção de uma escola nazistas e uma vaga é conferida a Werner. De repente, o menino se vê escapando de uma vida de trabalho nas minhas de carvão mineral, que custou a vida de seu pai. Werner, no entanto, logo percebe que essa não é a oportunidade que imaginou em seus melhores sonhos.

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A obra nos faz encarar a 2ª Guerra por ângulos impopulares. O título, inclusive, é uma referência a essas histórias desconhecidas dessa época histórica.

“Há inúmeras histórias invisíveis ainda enterradas dentro da Segunda Guerra Mundial – histórias de crianças normais, por exemplo, são uma espécie de “luz” que normalmente não vemos. Em última análise, o título foi concebido como uma sugestão de que nós gastamos muito tempo focados em apenas uma pequena fatia do espectro de possibilidades.” Anthony Doerr

Cada exemplar possui 528 páginas com capítulos bem curtos, uma forma que Anthony Doerr encontrou de ser gentil com o leitor.

O livro, em 3ª pessoa, constrói uma narrativa impecável, na medida que Anthony Doerr se preocupa em sentir o universo junto com seus personagens. É uma obra que trata das atrocidades da Guerra, mas que se preocupa principalmente em mostrar a humanidade das vítimas mesmo quando se trata de sobrevivência. É um livro que me fez lembrar porque amo a literatura, em primeiro lugar.


Já leu ou ficou com vontade de ler? Conta nos comentários ❤

Cidades de Papel – Crítica do filme

Na presença do autor de Cidades de Papel, John Green, a FOX Film promoveu a première mundial da adaptação literária no Cine Odeon, no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (01). O filme teve início às 21h30, mas desde a manhã já havia fãs reunidos em frente ao local do evento para ver o autor que chegaria às 20h. E eu, Mile, do Books on First, tive o fortúnio de receber um desses convites. (Acompanhem a história aqui).

Cidades de Papel, filme de Jake Schreier, é a segunda adaptação dos livros de John Green e teve a mesma equipe de roteiro de A culpa é das estrelas, Scott Neustadter e Michael H. Weber. A data de estreia no Brasil é 09 de julho.

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O longa narra a história da amizade de infância de Quentin Jacobsen, que sempre prezou por discrição e Margo Roth Spiegelman, constantemente em busca de mistérios e aventuras. O casal de amigos se afasta na adolescência, até que no último ano do colégio, Margo surge na janela de Q vestida de ninja e o recruta para uma de suas missões.

A adaptação faz jus a narrativa do livro e consegue capturar a essência da história de John Green, que admitiu preferir o filme à própria obra escrita por ele. “Deveria ter escrito assim há 8 anos”, brincou durante a coletiva de imprensa no Copacabana Palace.

O humor do autor, assim como em seu livro, é perceptível durante todo o longa. Diferente do primeiro filme adaptado de Green, Cidades de Papel esquiva-se do tema dramático e vai ao encontro de uma hilaridade sem precedentes. Se lágrimas rolarem, serão de boas risadas.

O filme é simplista e apesar de contar com uma narrativa fluida e fácil, apresenta cenas corridas. O motivo, é claro, poupar o espectador de detalhes da obra literária que não chamam tanta atenção em imagens de vídeo. A duração é de 1h45min.

Cara Delevingne surpreendeu a todos ao interpretar Margo. Antes da sessão no Odeon, John Green fez um discurso e incluiu sua parabenização ao elenco, inclusive à Delevingne, que além de atriz é uma das modelos mais cobiçadas da atualidade, afirmando que Cara, melhor que ninguém, sabe como é carregar as expectativas colocadas pelas pessoas ao seu redor, comparando-a com a popular personagem que interpreta.

Além disso, Nat Wolff, que não compareceu à sessão por precisar voltar aos EUA na tarde do mesmo dia por motivos pessoais, junpaper towns_to com Austin Abrams, Justice Smith, Halston Sage e Jaz Sinclair, que interpretaram, respectivamente, Quentin, Ben, Radar, Lacey e Angela, honraram os personagens que mais pareciam amigos de longa data. O diretor relatou que fez questão de reservar um período antes das filmagens de fato começarem para que os atores pudessem transmitir nas gravações esse entrosamento de forma honesta.

Antes da exibição do filme, foi prometido pela organização do evento uma surpresa dentro das cenas gravadas. Lá para a metade do filme, fomos surpreendidos com uma maravilhosa e inesperada cena que arrancou suspiros e uivos de aprovação de toda a sessão. Apesar de inesperado, tenho certeza que os fãs de John Green, assim como eu, vão aclamar a surpresa.

O filme é destinado ao público adolescente/jovem e aborda questões como a amizade e como o amor pode nos fazer enxergar o outro. A história também trata de refletir sobre a artificialidade das coisas, pessoas e cidades, criada principalmente por essa romantização concebida pela nossa cultura. Segundo o autor, valorizamos tanto o amor platônico que não entendemos a importância da amizade, e impedimos a nós mesmos de enxergar as pessoas como meros seres humanos que são, e nada além de disso.

A Herdeira – Resenha

“A Herdeira” é o tão aguardado 4º volume da série A Seleção, de Kiera Cass, que a princípio seria uma trilogia (os fãs agradecem). No Brasil, a responsável pela publicação da série é a editora Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras.

The Heir

Nesse volume conhecemos outros personagens e contamos com uma nova protagonista. Eadlyn Schreave, filha do casal que teve sua história contada nos primeiros três livros da série, é a narradora-personagem do novo livro.

Eadlyn é a primeira filha de America e Maxon, os reis de Illéa, e nasceu sete minutos antes de seu irmão gêmeo Ahren. Em qualquer outra época, Ahren, o primeiro filho homem, seria o herdeiro do trono, porém seus pais mudaram a lei a fim de garantir a Eadlyn seus direitos de primogênita.

Apesar dos esforços de seus pais para lhe assegurar a coroa, ela não está nada satisfeita com todo o peso que herdar a nação exige. Enquanto seus outros três irmãos, Ahren, Osten e Kaden, vivem uma vida quase normal e longe de preocupações políticas, Eadlyn é treinada desde criança para ser a sucessora do trono.

Quando o rei Maxon assumiu o trono e ordenou a dissolução das castas de Illéa, todo o povo parecia ter se alegrado. Porém, os cidadãos que eram descendentes de famílias de castas inferiores começaram a ter muitas dificuldades de conseguir emprego. Dezenove anos depois do rei abolir as castas ainda havia resquícios de discriminação na população.

Como estratégia de distração, os pais de Eadlyn têm a ideia de promover uma nova seleção, enquanto o rei trata de resolver o problema mór. Essa seleção, no entanto, é nova em todos sentidos, pois o castelo nunca havia sido palco de uma seleção com 35 rapazes para disputar uma princesa.

Eadlyn, entretanto, repudia a ideia com todas as forças, mas acaba cedendo a pressão de todos.

Quando a herdeira acha que está tudo sob seu controle, percebe que seu coração acabou mudando o rumo de seus planos.

“Não sei se alguém sabe o que procura até encontrar” Eadlyn Schreave

Eadlyn não é exatamente uma personagem adorável, foram mínimos os leitores que, de certa forma, gostaram dela. Arrogante, egocêntrica, mimada, foram alguns adjetivos que ouvi referidos a personagem.

A princípio não entendi porque alguém criada por pais tão bondosos e humildes poderia ter se tornado o que ela se tornou. Mesmo seus três irmãos, com perfis bem diferentes, identificam os defeitos de Eadlyn. Tentei culpar a sobrecarga que tem por ser a herdeira da coroa, mas seu próprio pai, Maxon, que teve maiores motivos para herdar essa personalidade foi, desde sempre, um rapaz bondoso e gentil.

Dei uma chance a Eadlyn, porque tenho um carinho muito grande pela autora e sei que ela está sempre me surpreendendo. A personagem ainda tem mais um livro pela frente para evoluir bastante.

Conseguem escolher uma capa preferida? <3

Conseguem escolher uma capa preferida? ❤

Por outro lado, os pretendentes de Eadlyn são muito promissores. Poderia enumerar os meus preferidos aqui, mas vou me manter imparcial para não estragar a surpresa dos fãs que ainda não tiveram a oportunidade de ler. Só posso afirmar que são no mínimo quatro, e sinceramente, não posso escolher entre nenhum deles! (Prevejo meu coração quebrado no próximo livro)

O livro termina com um final inesperado e sem noção. É um daqueles finais que você fica se perguntando “realmente vão me fazer esperar mais um ano para saber o que acontece?”. Mas é, me parece que teremos uma vida baseada em esperar continuações dessa série até que a tortura acabe no próximo ano. Desse drama, nós leitores entendemos.


Já terminou a leitura de A Herdeira ou tem vontade de conhecer a série? Não deixe de contar sua opinião nos comentários. ❤