“Para todos os garotos que já amei” – Resenha

Para todos os garotos que já amei” é um romance de Jenny Han, autora bestseller do NYTimes, e no Brasil foi publicado pelo editora Intrínseca.

Avaliei com 4/5 estrelas no Skoob.


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Lara Jean é uma adolescente romântica. Amou cinco garotos, platonicamente, durante sua vida. Quando sente que não está mais apaixonada, Lara Jean escreve uma carta de despedida e guarda em uma caixa azul-petróleo em seu guarda-roupa. Ela vive com seu pai e suas duas irmãs, Margot e Kitty. E há Josh, namorado de Margot que é muito próximo de todos eles.

Acontece que a família se vê incompleta quando Margot termina com Josh assim que se muda para a Escócia em busca de finalmente viver sua vida dos sonhos na faculdade.

Quando Margot viaja, Lara Jean sente a irmã se distanciar muito além da física das relações, e logo o peso e a responsabilidade de ser a nova irmã mais velha e mãe de seu lar cai sobre ela. Seu pai também está sofrendo os efeitos do “ninho vazio”, e adota a ideia de jogar coisas antigas e desnecessárias fora.

Lara Jean tem o intuito de continuar com sua rotina habitual, a fim de esquecer a falta de Margot, quando continua se encontrando com Josh. É então que ela percebe que velhos sentimentos podem estar germinando em seu coração.

Como se estar apaixonada pelo ex-namorado da sua irmã não fosse suficiente, um dia, Lara Jean acorda e descobre que em meio as tantas coisas que seu pai andou se desfazendo estava sua caixa azul-petróleo, e que suas cartas de amor foram devidamente enviadas a seus respectivos remetentes. E isso inclui Josh, Peter Kavinsky – o garoto mais bonito e popular do colégio -, e mais outros três rapazes que ela nem ao menos tem contato.

A protagonista quer se provar independente, afinal ela tem toda a pressão de suas novas responsabilidades, e então decide resolver essa confusão por conta própria. Quando Josh resolve questioná-la sobre a carta, Lara Jean tem o intuito de contornar a situação, no entanto, acaba criando um novo embaraço para sua vida.

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O livro tem alguns clichês como a garota rica, linda e malvada do colégio, com nome de vilã – Genevieve – que vai aprontar bastante com Lara Jean, mas, apesar disso, Jenny Han sabe como escrever um bom young adult com personagens reais cujos conflitos e pensamentos correspondem a sua faixa etária. Pude me identificar com alguns traços da personalidade da protagonista, o que me permitiu uma leitura fluida e muito agradável. Além disso, suas muitas gafes me renderam boas gargalhadas.

O livro possui uma sequência já publicada nos EUA, “P.s: Ainda amo você”, e será lançado no Brasil no primeiro semestre de 2016, pela editora Intrínseca. Para os ansiosos de plantão, você pode encomendar o segundo livro “P.S: I Still Love You” em inglês, pelo site britânico BookDepository – o frete é grátis por esse link. 🙂

Leitura mais do que recomendada para os amante de YA que estão à procura de uma narrativa adorável tanto quanto cômica. Lara Jean e os personagens secundários que compõem a sua história prometem momentos encantadores de leitura.


O livro está disponível nas grandes livrarias do país e você também pode comprar online e aproveitar que Amazon está no BOOKfriday!

Já leu ou tem vontade de conhecer as obras da Jenny Han? Conta para mim nos comentários. 😉 ❤

“Toda Luz Que Não Podemos Ver” – Resenha

“Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre”

Avaliei com 5 estrelas no Skoob.


“Toda Luz Que Não Podemos Ver” de Anthony Doerr, vencedor do Prêmio Pulitzer de ficção, intercala narrativas que contam a história de dois adolescentes durante a Segunda Guerra Mundial.

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Paris, França.

Marie-Laure é uma menina cega que vive com seu pai, Daniel LeBlanc, em Paris. Porém, quando a cidade é ocupada pelos nazistas no início da Guerra, o Museu confidencia a sua mais preciosa pedra ao pai de Marie, e os dois seguem para a residência de um parente na cidade de Saint-Malo, foragidos.

Em Saint-Malo, o pai de Marie constrói uma maquete da cidade para que a filha possa conhecer e andar pelas ruas em momentos oportunos. Dessa forma, Marie-Laure, menina de grande inteligência e rápido aprendizado, estará familiarizada com a cidade.

Alemanha nazista.

A única família de Werner, nosso segundo protagonista, é Jutta. Porém, os dois são obrigados a se afastar quando os dons e a mente brilhante de Werner chamam a atenção de uma escola nazistas e uma vaga é conferida a Werner. De repente, o menino se vê escapando de uma vida de trabalho nas minhas de carvão mineral, que custou a vida de seu pai. Werner, no entanto, logo percebe que essa não é a oportunidade que imaginou em seus melhores sonhos.

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A obra nos faz encarar a 2ª Guerra por ângulos impopulares. O título, inclusive, é uma referência a essas histórias desconhecidas dessa época histórica.

“Há inúmeras histórias invisíveis ainda enterradas dentro da Segunda Guerra Mundial – histórias de crianças normais, por exemplo, são uma espécie de “luz” que normalmente não vemos. Em última análise, o título foi concebido como uma sugestão de que nós gastamos muito tempo focados em apenas uma pequena fatia do espectro de possibilidades.” Anthony Doerr

Cada exemplar possui 528 páginas com capítulos bem curtos, uma forma que Anthony Doerr encontrou de ser gentil com o leitor.

O livro, em 3ª pessoa, constrói uma narrativa impecável, na medida que Anthony Doerr se preocupa em sentir o universo junto com seus personagens. É uma obra que trata das atrocidades da Guerra, mas que se preocupa principalmente em mostrar a humanidade das vítimas mesmo quando se trata de sobrevivência. É um livro que me fez lembrar porque amo a literatura, em primeiro lugar.


Já leu ou ficou com vontade de ler? Conta nos comentários ❤

Um diálogo com Jennifer Niven

Jennifer Niven, autora do bestseller do NY Times “Por lugares incríveis” de título original “All The Bright Places“, se auto-intitula maior fangirl de Supernatural do mundo e vive em Los Angeles, nos Estados Unidos. No último dia 22,  a autora participou de um chat no twitter da editora australiana Penguin Teen, e como uma boa amante de livros e estudante de Jornalismo, aproveitei para fazer a autora algumas questões sobre seu trabalho e carreira.

Niven é muita solícita e carinhosa com seus leitores. Os fãs estão sempre comemorando quando ela passa a seguí-los ou curte suas fotos. Comigo não foi diferente, a partir de suas respostas percebemos o quanto ela sente prazer em dar atenção àqueles que ajudaram a tornar realidade o seu sonho de levar sua obra às mais altas posições do The New York Times.

Quando perguntei sobre qual seria o conselho que ela daria a jovens que têm esse mesmo sonho de escrever livros tão influentes, Jennifer Niven, que acredita que as histórias nascem primeiro dentro de nós, não exitou: “Ponha o seu coração e alma em sua história, e seja tão honesto quanto possível.”

“Ponha o seu coração e alma em sua história, e seja tão honesto quanto possível.”

É desta forma que autora dá dicas das quais ela mesma fez uso para escrever sua obra. Em “Por Lugares Incríveis”, Jennifer aborda uma temática já vivenciada por ela. Um dos protagonistas do livro, Finch, foi inspirado em um menino que fez parte de sua vida há alguns anos, e tanto o personagem, quanto o menino que o inspirou, vivem o mesmo conflito interno.

A protagonista Violet, apelidada carinhosamente por Finch, no livro, de Ultravioleta, em algum momento da história cria a revista virtual Germ* — na tradução da editora brasileira Seguinte: Revista Semente. A revista curiosamente é real e foi fundada pela própria Jennifer Niven, que atua como editora chefe. Quando perguntei qual a maior preocupação da Germ Magazine, Jennifer fez um breve resumo sobre a pauta da revista:

“Na Revista Germ falamos de questões grandes e pequenas de uma forma muito honesta. Nós também temos uma seção de escrita criativa.”

A autora também aproveitou para ressaltar que a revista virtual que a personagem Violet costumava administrar com sua irmã no livro, Eleanor&Violet, também existe. Jennifer agradeceu a mim, após o término do chat, por acompanhar a revista Germ.

O livro, que já foi publicado em seis línguas diferentes, já teve os direitos de adaptação para os cinemas comprados. Elle Fanning já está confirmada no elenco e estreará no lugar da personagem Violet. Além disso, uma ótima notícia para os fãs é que a própria Jennifer Niven foi escalada para escrever o roteiro de adaptação. Assim, sabemos que o filme passará a essência que encontramos em sua obra.

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Jennifer Niven e Elle Fanning, que intrepretará Violet nos cinemas

Durante o chat, a autora também me falou sobre as suas capas preferidas das edições de seu livro pelo mundo.

“Eu amo todos elas! Mas as minhas preferidas são provavelmente a versão americana / inglesa / australiana, seguidas pela edição da Espanha e do Brasil.”

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Não conhece a história? Confira a sinopse:

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente.

Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Texto: Milena Antunes

Revisão: Ana Beatriz Paiva

Projeto 6 on 6 – Lar doce lar

No mês de agosto reservamos um tema especial para o Projeto 6 on 6: “Lar doce lar”. Vou explicar: através das fotos, encontramos uma oportunidade dos nossos leitores nos conhecerem melhor. Como sempre desenvolvemos o projeto de forma subjetiva, pensei em capturar a minha relação com o mundo literário. Portanto, reuni aqui seis fotos que mostram toda a influência que a literatura tem no meu lar. Confiram:

  1. O Pequeno Príncipe não é apenas um clássico, é o clássico da minha vida. Tenho três lindas edições do livro, e sonho – quem sabe – com uma coleção reunindo a obra traduzida em todas as muitas línguas em que já foi publicada. No meu quarto dá para encontrar muitas dessas merchandisings com temática do livro.

2) Por falar em merchandising, a série “Harry Potter” foi tão épica na minha formação como leitora que possuo todo um catálogo de produtos temáticos da série. Capturei alguns deles na imagem. 🙂

3) Essa é provavelmente a minha prateleira preferida da estante. Nela organizo sempre as mais coloridas das edições young adults, e está sempre sofrendo constantes alterações. Alguém mais tem essa mania de mudar os livros de lugar?

4) Este é o meu segundo lar. É a minha Universidade e, infelizmente, preciso passar um bom tempo, durante o ano, longe do lugar que eu mais amo chamar de casa. Porém, é um lugar lindo e ótimo para leitura! Impossível não se apaixonar por essa UFRRJ!

5) Nem poltrona, nem escrivaninha. Na hora de escrever posts e se entregar para as páginas, nada como a nossa própria cama!

6) Por fim, outro vício. “Sherlock Homes” é um desses personagens que têm grande influência na vida de qualquer amante da literatura britânica. Foi nele, é claro, que pensei o tempo todo enquanto “destruía” o meu diário. O caderninho foi confeccionado por mim, e para quem não conseguir decifrar, nele está escrito: “To a great mind, nothing is little” – “Para uma mente ampla, nada é pequeno”.

São apenas seis fotos, mas vocês também podem conferir o das outras blogueiras que estão participando comigo do 6 on 6. Todas falam sobre literatura e são super recomendadas por mim:

Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante

No próximo dia 6 tem mais do projeto!

Projeto 6 on 6 – Férias

No dia 6 do mês passado, eu e outras 5 blogueiras demos início ao Projeto 6 on 6. Expliquei direitinho no primeiro post do projeto.

Com a chegada de julho e o entusiasmo com o fim das aulas, elegemos o tema ‘férias’ como o mais apropriado para o segundo mês de 6 on 6. Confiram como esse tema me inspirou dentro da literatura:

1) Além de estar na minha lista dessas férias de meio de ano, “Isla and the happily ever after” faz um mix de cidades as quais sonho em passar as férias: New York, Paris e Barcelona. Essas clássicas cidades são o cenário da narrativa que compõe o romance de Isla e Josh, no último volume da série de Stephanie Perkins.

2) Nada como o friozinho das férias de julho, né? “Deixe a neve cair” é um ótimo livro de contos que reúne três romances natalinos na noite mais fria do ano. Como o feriado de Natal no Brasil é durante o verão, lê-lo nessas férias de agora vai te fazer entrar no clima dos personagens como nunca. Nessa obra, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle mostraram como sabem trabalhar bem em grupo. O livro está na minha lista de favoritos. ❤

3) Nessa foto reuni três autores que marcaram a literatura inglesa. Arthur Conan Doyle, Jane Austen e J. K. Rowling são, provavelmente, os criadores dos meus personagens favoritos de toda a história, e, coincidentemente, têm nacionalidade no lugar que mais me encanta: o Reino Unido.

4) Aproveitando para divulgar a minha leitura atual, nessa obra, Violet e Finch vão conhecer um pouco mais de Indiana, estado onde vivem, e sairão em busca, assim como espero encontrar nessas férias, “Por lugares incríveis”.

5) A França é outra cidade clássica pela qual sou apaixonada e não vejo a hora de ir passar as férias! Por isso, vim fazer propaganda do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, do qual sou fã, e do seu épico livro “O Pequeno Príncipe.”

 
6) Contudo, apesar de todos os lugares extraordinários desse mundo, se pudesse escolher o meu destino dessas férias seria, provavelmente, algum lugar dos livros de fantasia. Hogwarts… Terabítia… Nárnia… alguém tem um palpite? 😀

Bom, essas foram as fotos do 6 on 6 do mês de julho, mas vocês ainda podem conferir o trabalho das blogueiras Na estrada da fantasiaNa sua estanteNo mundo dos livrosPsicose literária e Um amor de livro!

Se gostaram ou tiverem sugestões, deixem nos comentários! 😉

Cidades de Papel – Crítica do filme

Na presença do autor de Cidades de Papel, John Green, a FOX Film promoveu a première mundial da adaptação literária no Cine Odeon, no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (01). O filme teve início às 21h30, mas desde a manhã já havia fãs reunidos em frente ao local do evento para ver o autor que chegaria às 20h. E eu, Mile, do Books on First, tive o fortúnio de receber um desses convites. (Acompanhem a história aqui).

Cidades de Papel, filme de Jake Schreier, é a segunda adaptação dos livros de John Green e teve a mesma equipe de roteiro de A culpa é das estrelas, Scott Neustadter e Michael H. Weber. A data de estreia no Brasil é 09 de julho.

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O longa narra a história da amizade de infância de Quentin Jacobsen, que sempre prezou por discrição e Margo Roth Spiegelman, constantemente em busca de mistérios e aventuras. O casal de amigos se afasta na adolescência, até que no último ano do colégio, Margo surge na janela de Q vestida de ninja e o recruta para uma de suas missões.

A adaptação faz jus a narrativa do livro e consegue capturar a essência da história de John Green, que admitiu preferir o filme à própria obra escrita por ele. “Deveria ter escrito assim há 8 anos”, brincou durante a coletiva de imprensa no Copacabana Palace.

O humor do autor, assim como em seu livro, é perceptível durante todo o longa. Diferente do primeiro filme adaptado de Green, Cidades de Papel esquiva-se do tema dramático e vai ao encontro de uma hilaridade sem precedentes. Se lágrimas rolarem, serão de boas risadas.

O filme é simplista e apesar de contar com uma narrativa fluida e fácil, apresenta cenas corridas. O motivo, é claro, poupar o espectador de detalhes da obra literária que não chamam tanta atenção em imagens de vídeo. A duração é de 1h45min.

Cara Delevingne surpreendeu a todos ao interpretar Margo. Antes da sessão no Odeon, John Green fez um discurso e incluiu sua parabenização ao elenco, inclusive à Delevingne, que além de atriz é uma das modelos mais cobiçadas da atualidade, afirmando que Cara, melhor que ninguém, sabe como é carregar as expectativas colocadas pelas pessoas ao seu redor, comparando-a com a popular personagem que interpreta.

Além disso, Nat Wolff, que não compareceu à sessão por precisar voltar aos EUA na tarde do mesmo dia por motivos pessoais, junpaper towns_to com Austin Abrams, Justice Smith, Halston Sage e Jaz Sinclair, que interpretaram, respectivamente, Quentin, Ben, Radar, Lacey e Angela, honraram os personagens que mais pareciam amigos de longa data. O diretor relatou que fez questão de reservar um período antes das filmagens de fato começarem para que os atores pudessem transmitir nas gravações esse entrosamento de forma honesta.

Antes da exibição do filme, foi prometido pela organização do evento uma surpresa dentro das cenas gravadas. Lá para a metade do filme, fomos surpreendidos com uma maravilhosa e inesperada cena que arrancou suspiros e uivos de aprovação de toda a sessão. Apesar de inesperado, tenho certeza que os fãs de John Green, assim como eu, vão aclamar a surpresa.

O filme é destinado ao público adolescente/jovem e aborda questões como a amizade e como o amor pode nos fazer enxergar o outro. A história também trata de refletir sobre a artificialidade das coisas, pessoas e cidades, criada principalmente por essa romantização concebida pela nossa cultura. Segundo o autor, valorizamos tanto o amor platônico que não entendemos a importância da amizade, e impedimos a nós mesmos de enxergar as pessoas como meros seres humanos que são, e nada além de disso.

“The town was paper, but the memories were not.”

Há algumas semanas recebi a notícia de que um dos meus autores de young adult preferidos, John Green, estava de visita marcada ao Brasil. Estava cheia de expectativas para conhecê-lo até que percebi que a visita que ele faria seria pela FOXFilm para promover o filme que foi adaptado de sua obra literária, Cidades de Papel, e não pela editora para algum evento como sessão de autógrafos.

Já tinha desistido e ficado cabisbaixa porque ele viria especificamente para uma cidade tão próxima da minha e não haveria chances para mim de conhecê-lo. Participei de todas as promoções possíveis, já sem esperança, até que… ganhei uma! Acordei com um convite da Editora Intrínseca, responsável pela maior parte das publicações do autor no Brasil, me presenteando com um par de ingressos para a première do filme com a presença do John Green e do Nat Wolff, o ator que protagoniza Quentin Jacobsen na adaptação.

Fiquei extremamente feliz e só conseguia pensar na extraordinariedade disso tudo até o dia no evento – na verdade estou pensando até hoje. Cheguei mais cedo pois o John prometeu chegar às 20h no local do evento para atender os fãs antes da sessão. Com meu ingresso bem escondido na bolsa (HAHA) me juntei a multidão de fãs que ansiava algum contato com o autor.

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Fãs lotando a frente do Cine Odeon no dia do evento.

Quando ele chegou, mais ou menos no horário previsto, eu estava exatamente na entrada do tapete vermelho e por isso fui uma das primeiras que ele atendeu. Havia muitos seguranças nos separando dele, e por isso foi difícil conseguir uma foto. Apesar disso, consegui um autógrafo e quase perdi meu livro porque ele não sabia para quem devolver! “Whose book is this?”, falou meio perdido. Morri de rir, mas ele conseguiu me encontrar e entregou o livro para mim!!!

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Não consigo parar de olhar para o meu livro autografado!

Ele próprio relatou que nunca havia sido recepcionado de forma tão intensa. “Eu sempre sonhei em ser um jogador de futebol, mas hoje à noite eu ouvi meu nome como uma canção, então, é quase tão bom quanto”, disse em entrevista para o Adoro Cinema.

Depois do nosso breve contato, entrei na sessão para conseguir um bom lugar no cinema. Não podíamos entrar com celulares ou equipamentos eletrônicos, por isso não pude registrar os momentos lá dentro. Em cima de cada assento havia uma caixinha com biscoito globo, marcador, botom, pingente da editora, lenços de papel e água, também ganhamos Guaraná black, que patrocinava o evento.

Antes da sessão começar, o autor foi chamado para um discurso. Foi nesse momento que ele passou exatamente por mim, no corredor, para ir a frente. Ele é uma pessoa ótima e gentil e um dos autores mais incríveis que já tive o prazer de ler, e vê-lo passar ali na minha frente sem ter o meu fangirl moment foi muito difícil, acredite.

Discurso antes da sessão

Discurso antes da sessão – Foto: Divulgação FOXFilm do Brasil

Ele agradeceu aos fãs e contou a experiência da adaptação do livro e da viagem ao país. Falou sobre o elenco, a produção, os desafios e a intencionalidade da sua obra. Me senti privilegiada de estar assistindo àquilo tudo de primeira mão e ao vivo, e me lembro de ter consciência de estar vivenciando um dos momentos mais incríveis do qual já sonhei.

John Green deixou o palco finalizando: “As they say in my hometown: don’t forget to be awesome.”, levando consigo o desfecho de uma noite inesquecível para mim, para os fãs brasileiros e tenho certeza, para ele também.

A minha crítica do filme vocês podem conferir aqui.

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Casais literários {Junho} – Projeto 6 on 6

O mês de junho chegou com muitas novidades! Vim aqui compartilhar com vocês o Projeto 6 on 6 que o blog está participando a partir desse mês.

Para quem não conhece, o projeto consiste em um grupo de 6 blogueiras que todo dia 6, de cada mês, publicam 6 fotos de um determinado tema. Como junho é o mês dos namorados, eu e as meninas achamos que não havia tema melhor. Nossa intencão é transmitir, através das fotos, singelos detalhes que mostram nosso amor pela literatura e, também, pela fotografia.

Então, reuni aqui fotos dos meus romances e casais literários favoritos, e aproveito para recomendar cada um deles para vocês. 😉

Espero que gostem!

Meus romances preferidos dos últimos tempos

Meus romances preferidos dos últimos tempos


Hazel Grace e Augustus Waters

Hazel Grace e Augustus Waters são, definitivamente, um dos casais literários da minha vida ❤


Georgie e Neal são um casal que não desiste um do outro. Existe exemplo melhor?

Georgie e Neal. Dezenove anos de relacionamento. Nunca desistem um do outro. Existe exemplo melhor?


Anna Oliphant e Étienne St. Clair. O Casal que superou milhas...

Anna Oliphant e Étienne St. Clair. O Casal que superou milhas…


America Singer e Maxon Schreave roubaram meu coração desde o primeiro volume da série.

America Singer e Maxon Schreave roubaram meu coração desde o primeiro volume da série.


E para fechar com chave de ouro: Cath e Levi; o casal nerd mais gracinha de todos os tempos <3

E para fechar com chave de ouro: Cath e Levi; o casal nerd mais gracinha de todos os tempos ❤

Não deixe de comentar sua opinião sobre as fotos e de conferir o resultado das outros blogueiras que embarcaram comigo nessa:

Um amor de livroNa estrada da fantasia – Na sua estante – No mundo dos livros – Psicose literária

Beijos!

A Herdeira – Resenha

“A Herdeira” é o tão aguardado 4º volume da série A Seleção, de Kiera Cass, que a princípio seria uma trilogia (os fãs agradecem). No Brasil, a responsável pela publicação da série é a editora Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras.

The Heir

Nesse volume conhecemos outros personagens e contamos com uma nova protagonista. Eadlyn Schreave, filha do casal que teve sua história contada nos primeiros três livros da série, é a narradora-personagem do novo livro.

Eadlyn é a primeira filha de America e Maxon, os reis de Illéa, e nasceu sete minutos antes de seu irmão gêmeo Ahren. Em qualquer outra época, Ahren, o primeiro filho homem, seria o herdeiro do trono, porém seus pais mudaram a lei a fim de garantir a Eadlyn seus direitos de primogênita.

Apesar dos esforços de seus pais para lhe assegurar a coroa, ela não está nada satisfeita com todo o peso que herdar a nação exige. Enquanto seus outros três irmãos, Ahren, Osten e Kaden, vivem uma vida quase normal e longe de preocupações políticas, Eadlyn é treinada desde criança para ser a sucessora do trono.

Quando o rei Maxon assumiu o trono e ordenou a dissolução das castas de Illéa, todo o povo parecia ter se alegrado. Porém, os cidadãos que eram descendentes de famílias de castas inferiores começaram a ter muitas dificuldades de conseguir emprego. Dezenove anos depois do rei abolir as castas ainda havia resquícios de discriminação na população.

Como estratégia de distração, os pais de Eadlyn têm a ideia de promover uma nova seleção, enquanto o rei trata de resolver o problema mór. Essa seleção, no entanto, é nova em todos sentidos, pois o castelo nunca havia sido palco de uma seleção com 35 rapazes para disputar uma princesa.

Eadlyn, entretanto, repudia a ideia com todas as forças, mas acaba cedendo a pressão de todos.

Quando a herdeira acha que está tudo sob seu controle, percebe que seu coração acabou mudando o rumo de seus planos.

“Não sei se alguém sabe o que procura até encontrar” Eadlyn Schreave

Eadlyn não é exatamente uma personagem adorável, foram mínimos os leitores que, de certa forma, gostaram dela. Arrogante, egocêntrica, mimada, foram alguns adjetivos que ouvi referidos a personagem.

A princípio não entendi porque alguém criada por pais tão bondosos e humildes poderia ter se tornado o que ela se tornou. Mesmo seus três irmãos, com perfis bem diferentes, identificam os defeitos de Eadlyn. Tentei culpar a sobrecarga que tem por ser a herdeira da coroa, mas seu próprio pai, Maxon, que teve maiores motivos para herdar essa personalidade foi, desde sempre, um rapaz bondoso e gentil.

Dei uma chance a Eadlyn, porque tenho um carinho muito grande pela autora e sei que ela está sempre me surpreendendo. A personagem ainda tem mais um livro pela frente para evoluir bastante.

Conseguem escolher uma capa preferida? <3

Conseguem escolher uma capa preferida? ❤

Por outro lado, os pretendentes de Eadlyn são muito promissores. Poderia enumerar os meus preferidos aqui, mas vou me manter imparcial para não estragar a surpresa dos fãs que ainda não tiveram a oportunidade de ler. Só posso afirmar que são no mínimo quatro, e sinceramente, não posso escolher entre nenhum deles! (Prevejo meu coração quebrado no próximo livro)

O livro termina com um final inesperado e sem noção. É um daqueles finais que você fica se perguntando “realmente vão me fazer esperar mais um ano para saber o que acontece?”. Mas é, me parece que teremos uma vida baseada em esperar continuações dessa série até que a tortura acabe no próximo ano. Desse drama, nós leitores entendemos.


Já terminou a leitura de A Herdeira ou tem vontade de conhecer a série? Não deixe de contar sua opinião nos comentários. ❤

Ligações – Resenha

Ligações (Landline) é mais um título de Rainbow Rowell que vou resenhar para vocês. Foi o último livro da autora publicado no Brasil pela editora Novo Século e vencedor do título de melhor ficção de 2014 pelo Goodreads 

Ligações foi uma leitura tão amável que avaliei no Skoob com 5 estrelas e favoritei (★★★★★) + ❤


Georgie McCool é casada com Neal e tem duas filhas, Alice e Noomi. Além disso, ela é uma workaholic. Sua função no trabalho consiste em escrever roteiros para um programa de comédia junto com seu melhor amigo, Seth.

Está tudo certo para a viagem de Natal a Omaha, para a casa da mãe de Neal, até que surge uma proposta irrecusável no trabalho e Georgie decide passar todo o feriado trabalhando nela.

Entretanto, ela percebe que pode ter colocado seu casamento a perder quando mesmo assim Neal, claramente chateado, decide embarcar na viagem com Alice e Noomi para o feriado.

Georgie, então, passa os dias consecutivos tentando contatar Neal, sem sucesso. Toda vez que o celular é atendido por alguém do outro lado da linha são suas filhas ou Margareth, sua sogra, que o fazem. Neal, no entanto, nunca se encontra e está sempre esquecendo o celular ao sair.

 

Com a possibilidade de ter sido abandonada por Neal, Georgie fica melancólica e não consegue nem pisar dentro de sua própria casa para buscar mudas de roupa. Assim, a protagonista resolve passar os dias, os quais sua família estará fora, na casa de sua mãe, onde vivem também seu padrasto e Heather, sua meia irmã.

É quando chega na casa de sua mãe que Georgie é tomada por toda a atmosfera nostálgica entranhada em seu quarto de infância. Em cima de um criado mudo, ela encontra seu antigo telefone amarelo, que desvenda ser uma maneira de se comunicar com o passado, ou melhor, com o Neal de 19 anos atrás.

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Com a nova descoberta, Georgie se depara com o dilema de tentar usar essa dádiva de Natal para salvar seu casamento ou tentar poupar o Neal do passado ao prevení-lo de se casar com ela mesma.

O livro aborda temas sobre relacionamentos e os cuidados que eles demandam. Por toda a obra, Rainbow reflete sobre o casamento, mas também da relação com pais, filhos, irmãos e amigos. De forma realista, a autora lembra que relacionamentos exigem cultivo e entusiasmo de ambos os lados para perdurar.

Só porque você ama uma pessoa, isso não significa que as suas vidas vão combinar. […]

A vida de ninguém combina. Combinar é algo em que se trabalha. É algo que você faz acontecer. Porque ama o outro.” Página 170

A autora, no entanto, se concentra nos desafios do casamento e no drama do divórcio como um rompimento de um vínculo, a perda de uma extensão de si mesmo.

“Quando Georgie pensava em divórcio agora, imaginava-se deitada ao lado de Neal em duas mesas de cirurgia enquanto uma equipe de médicos tentava desenlaçar seus sistemas vasculares[…] mudaria a ela, em um nível celular. Como um vírus que reescreve o seu DNA.” Página 204

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“Vocês estão jogando uma bola um para o outro, e você torce pra que ela não caia nunca. E não tem nada a ver com vocês se amarem ou não. Se não se amassem, não estariam nesse jogo imbecil com a bola. Vocês se amam… e torcem pra que consigam não deixar a bola cair.” Página 206

Além de tratar sobre um tema super delicado, a autora buscou fugir do convencional acrescentando um singelo toque de fantasia em um livro adulto. Particularmente, adoro histórias que envolvem viagens no tempo e o livro tem um desfecho super interessante. Apesar de se tratar de um new adult, Ligações tem uma linguagem leve e descontraída, que facilita a leitura a todo o público.

Já leu ou ficou com vontade de ler? Conta nos comentários 😉