Crônicas Lunares – Resenha dupla

Falei sobre Cinder no instagram há algum tempo, e como terminei o segundo volume da série agora, acabei escrevendo uma resenha dupla para ficar contextualizado. Essa é a primeira resenha do blog e já é toda especial. Deixem a opinião de vocês nos comentários!

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A autora norte-americana, Marissa Meyer, é totalmente criativa e selecionou os melhores personagens dos contos de fadas que a gente já conhece para transformá-los em guerreiros. Como se já não bastasse essa nova versão nada clichê dos livros infantis, esses personagens se encontram e participam das histórias de cada qual.

C E N Á R I O

A história se passa em Nova Pequim, no oriente médio, onde o sistema atual é uma monarquia. O mundo tem sofrido com a letumose, uma epidemia até então sem cura que não perdoou nem mesmo o Imperador.

Além disso, esse enredo conta com uma população que vive em Luna, a nação que habita a Lua. Assim como a Terra, Luna vive uma monarquia, e Levana, sua rainha, está a ponto de começar uma guerra com a mesma. Não suficiente, os lunares possuem um poder bioelétrico de manipulação que faz com que todos os terráqueos sejam facilmente manipuláveis.

Para evitar que isso aconteça, o atual Imperador deve aceitar a proposta de casamento da rainha de Luna. Entretando, Kai, que assumirá o trono de seu pai, sabe que torná-la imperatriz da Nações Orientais não é a melhor solução para conseguir a paz mundial. Levana pode ser temida, mas está longe de ser amada.

D E S E N V O L V I M E N T O

Em Cinder, título de mesmo nome da protagonista, contamos com uma “Cinderela” ciborgue que trabalha como mecânica para sustentar sua (má)drasta e suas duas irmãs, Peony e Pearl.

Peony, ao contrário de sua irmã e de sua mãe, é a melhor companhia de Cinder, assim como a androide da família, Iko (os androides são robôs inteligentes). Tanto Peony quanto Iko são apaixonadas pelo príncipe, assim como todas as garotas de Nova Pequim, exceto por Cinder. Até que o conhece.

Certo dia, trabalhando em sua oficina, Cinder encontra Kai, o príncipe da Comunidade das Nações Orientais, que solicita seu serviço urgente para o conserto de um androide. A partir desse momento, tudo muda para Cinder.

O livro superou todas as minhas expectativas. A releitura proposta pela autora é nada convencional e diferente de tudo que esperamos dos contos de fadas.  Fiz uma leitura rápida e mal esperei para encomendar Scarlet, onde a história fica ainda mais ofegante.

Em Scarlet, surgem novos personagens: Scarlet, Michelle Benoit – sua avó, Lobo e até um caçador! Não é segredo nenhum em quem Marissa se inspirou dessa vez, né?

Nessa história, a protagonista sai em busca de sua avó que está desaparecida há duas longas semanas procurando a resposta de perguntas intrigantes: Quem raptara sua avó? Qual o objetivo de sequestrar uma senhora, dona de uma fazenda, em uma pequena cidade no sul da França?

É com a ajuda de Lobo, um lutador de rua pelo qual ela começa a desenvolver sentimentos, que Scarlet pretende resolver esse enigma. Lobo é um personagem misterioso, mas está disposto a viajar milhas para ajudar Scarlet e sua avó.  Esse ponto da história eu até ousaria relacionar com A Bela e a Fera 🙂 (Também relacionaria Cinder com outro conto infantil, mas contar aqui seria um tremendo spoiler).

O livro tem capítulos que se alternam entre as histórias de Scarlet, Cinder e do príncipe Kai. Tudo fica mais emocionante quando as histórias se cruzam, e os personagens se deparam com um grande enigma que reina sobre eles.

Além de se inspirar nos personagens, a autora também teve uma grande sacada ao fazer referência à alguns acontecimentos dos contos tradicionais nesse novo universo. Certas partes poderiam ser até previsíveis se a gente não esquecesse completamente que se tratam de releituras durante o fluir do texto, tão boa é a sua história.

No Brasil a série foi publicada pela editora Rocco, por enquanto, até o 2º volume, com as mesmas capas estonteantes norte-americanas. O 3º volume, Cress, inspirado em Rapunzel, já foi lançado nos EUA e a previsão do lançamento do 4º volume, Winter, que faz referência à branca de neve, para novembro deste ano. Além desses, também foi publicado Fairest, um livro “extra” que contém uma história da rainha lunar, Levana.

Crônicas Lunares