Dia Nacional do Riso – 6 on 6

No dia 6 de novembro é comemorado o Dia nacional do riso, pensando nisso eu e as blogueiras do projeto “6 on 6” resolvemos basear o post desse mês em fotografias de livros que nos arrancaram as melhores risadas.

Particularmente, não tenho nenhuma dificuldade em me divertir durante a leitura. Pelo contrário, até livros de gêneros mais sérios, em alguma cena, conseguem me fazer rir. A escolha do tema foi uma ótima oportunidade para reunir aqui alguns desses livros. Confiram 😉

  1. A Jojo Moyes tem um senso de humor incrível, e essa leitura, em particular, foi um grande mix de romance, emoção e cenas cômicas.

um mais um

2. Cidades de Papel foi um livro que tive que parar para rir antes de retomar a leitura. Nada como ler o livro certo na hora certa, né? Foi a experiência perfeita para a época perfeita da minha vida.

cidades de papel

3. Na verdade, estou procurando até hoje alguma obra do John Green que não tenha me feito gargalhar alto. Sou apaixonada pelo seu senso de humor e piadas nerds, desde o seu vlog às suas obras literárias.

john green

4. Nimona, uma das minhas leituras atuais, é um graphic novel do Noelle Stevenson, a mesma criadora das ilustrações de Fangirl, da Rainbow Rowell. O HQ mistura aventura e fantasia e ainda tem um humor fofo e nerd.

Nimona

5. Como não se divertir com Lara Jean e a forma como lida com as novas mudanças de sua vida? Em Para todos os garotos que já amei, Jenny Han criou um universo onde soltamos suspiros e risadas ao mesmo tempo.

jenny han

6. O Rick Riordan sabe como criar situações hilárias. Os olimpianos estão sempre me tirando boas risadas.pj

Não deixem de conferir os posts das blogueiras que estão participando do projeto: Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante

Até o próximo 6 on 6!

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Top 6 literário – 6 on 6

Depois de um mês de agosto interminável, finalmente estou de volta com mais um post de 6 on 6! Nosso tema de setembro é “Top 6 Literário” e reuni aqui seis imagens que mostram minha admiração por seis de meus autores favoritos!

  1. Rainbow Rowell escreve romances contemporâneos tão fofos quantos as ilustrações dessas capas! Seus livros têm um certo tom de comicidade que torna qualquer leitura mais agradável e fluida. 

2. Stephanie Perkins escreve sobre casais que poderiam muito bem existir. A série “Anna, Lola e Isla” é uma das minhas preferidas e cada livros conta a história de três personagens do mesmo universo. O mais interessante é que apesar de serem histórias independentes, elas se cruzam, nos permitindo saber um pouquinho do futuro das personagens de cada livro anterior.

3. C. S. Lewis escreveu obras infantis profundas como ninguém antes. Na série “As crônicas de Nárnia” Lewis criou um novo universo com direito a participação de personagens de contos, das mitologias grega e nórdica, bem como aborda o tema do cristianismo durante toda a obra.

Ainda estou no 4º livro da série e considero Lewis um dos meus favoritos.

4. Rick Riordan é perfeito para quem ama fantasia e mitologias em geral. Suas histórias são sempre instigantes e além de divertidas, são um grande aula de mitologia.

5. Em 2009, Kiera Cass escreveu uma nota: “Se alguém tiver um pouco de Felix Felicis para me ajudar a vender uns livros, conta pra mim.”. Acho que ela encontrou a poção exata que a ajudou, pois o sucesso de “A Seleção” é inquestionável. Já ouvi tanto críticas positivas quanto negativas e todas elas diziam o quão irritavelmente envolvente e rápida é essa leitura.

6. Já não é segredo minha paixão pelas obras do John Green, né? A escrita dele simplesmente me encanta; engraçada, simples e, por vezes, devastadora. No ponto certo, seus livros nutrem de tudo o que procuro quando penso em ler um youngadult.

Foi difícil escolher seis dentre tantos nomes geniais e cujas obras amo, por isso resolvi fazer outro post em breve para falar de alguns autores que não estão nessa lista de hoje.

Não deixem de conferir o top 6 das blogueiras que estão participando do projeto: Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante

Até o próximo 6 on 6!

Cidades de Papel – Crítica do filme

Na presença do autor de Cidades de Papel, John Green, a FOX Film promoveu a première mundial da adaptação literária no Cine Odeon, no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (01). O filme teve início às 21h30, mas desde a manhã já havia fãs reunidos em frente ao local do evento para ver o autor que chegaria às 20h. E eu, Mile, do Books on First, tive o fortúnio de receber um desses convites. (Acompanhem a história aqui).

Cidades de Papel, filme de Jake Schreier, é a segunda adaptação dos livros de John Green e teve a mesma equipe de roteiro de A culpa é das estrelas, Scott Neustadter e Michael H. Weber. A data de estreia no Brasil é 09 de julho.

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O longa narra a história da amizade de infância de Quentin Jacobsen, que sempre prezou por discrição e Margo Roth Spiegelman, constantemente em busca de mistérios e aventuras. O casal de amigos se afasta na adolescência, até que no último ano do colégio, Margo surge na janela de Q vestida de ninja e o recruta para uma de suas missões.

A adaptação faz jus a narrativa do livro e consegue capturar a essência da história de John Green, que admitiu preferir o filme à própria obra escrita por ele. “Deveria ter escrito assim há 8 anos”, brincou durante a coletiva de imprensa no Copacabana Palace.

O humor do autor, assim como em seu livro, é perceptível durante todo o longa. Diferente do primeiro filme adaptado de Green, Cidades de Papel esquiva-se do tema dramático e vai ao encontro de uma hilaridade sem precedentes. Se lágrimas rolarem, serão de boas risadas.

O filme é simplista e apesar de contar com uma narrativa fluida e fácil, apresenta cenas corridas. O motivo, é claro, poupar o espectador de detalhes da obra literária que não chamam tanta atenção em imagens de vídeo. A duração é de 1h45min.

Cara Delevingne surpreendeu a todos ao interpretar Margo. Antes da sessão no Odeon, John Green fez um discurso e incluiu sua parabenização ao elenco, inclusive à Delevingne, que além de atriz é uma das modelos mais cobiçadas da atualidade, afirmando que Cara, melhor que ninguém, sabe como é carregar as expectativas colocadas pelas pessoas ao seu redor, comparando-a com a popular personagem que interpreta.

Além disso, Nat Wolff, que não compareceu à sessão por precisar voltar aos EUA na tarde do mesmo dia por motivos pessoais, junpaper towns_to com Austin Abrams, Justice Smith, Halston Sage e Jaz Sinclair, que interpretaram, respectivamente, Quentin, Ben, Radar, Lacey e Angela, honraram os personagens que mais pareciam amigos de longa data. O diretor relatou que fez questão de reservar um período antes das filmagens de fato começarem para que os atores pudessem transmitir nas gravações esse entrosamento de forma honesta.

Antes da exibição do filme, foi prometido pela organização do evento uma surpresa dentro das cenas gravadas. Lá para a metade do filme, fomos surpreendidos com uma maravilhosa e inesperada cena que arrancou suspiros e uivos de aprovação de toda a sessão. Apesar de inesperado, tenho certeza que os fãs de John Green, assim como eu, vão aclamar a surpresa.

O filme é destinado ao público adolescente/jovem e aborda questões como a amizade e como o amor pode nos fazer enxergar o outro. A história também trata de refletir sobre a artificialidade das coisas, pessoas e cidades, criada principalmente por essa romantização concebida pela nossa cultura. Segundo o autor, valorizamos tanto o amor platônico que não entendemos a importância da amizade, e impedimos a nós mesmos de enxergar as pessoas como meros seres humanos que são, e nada além de disso.

“The town was paper, but the memories were not.”

Há algumas semanas recebi a notícia de que um dos meus autores de young adult preferidos, John Green, estava de visita marcada ao Brasil. Estava cheia de expectativas para conhecê-lo até que percebi que a visita que ele faria seria pela FOXFilm para promover o filme que foi adaptado de sua obra literária, Cidades de Papel, e não pela editora para algum evento como sessão de autógrafos.

Já tinha desistido e ficado cabisbaixa porque ele viria especificamente para uma cidade tão próxima da minha e não haveria chances para mim de conhecê-lo. Participei de todas as promoções possíveis, já sem esperança, até que… ganhei uma! Acordei com um convite da Editora Intrínseca, responsável pela maior parte das publicações do autor no Brasil, me presenteando com um par de ingressos para a première do filme com a presença do John Green e do Nat Wolff, o ator que protagoniza Quentin Jacobsen na adaptação.

Fiquei extremamente feliz e só conseguia pensar na extraordinariedade disso tudo até o dia no evento – na verdade estou pensando até hoje. Cheguei mais cedo pois o John prometeu chegar às 20h no local do evento para atender os fãs antes da sessão. Com meu ingresso bem escondido na bolsa (HAHA) me juntei a multidão de fãs que ansiava algum contato com o autor.

Odeon

Fãs lotando a frente do Cine Odeon no dia do evento.

Quando ele chegou, mais ou menos no horário previsto, eu estava exatamente na entrada do tapete vermelho e por isso fui uma das primeiras que ele atendeu. Havia muitos seguranças nos separando dele, e por isso foi difícil conseguir uma foto. Apesar disso, consegui um autógrafo e quase perdi meu livro porque ele não sabia para quem devolver! “Whose book is this?”, falou meio perdido. Morri de rir, mas ele conseguiu me encontrar e entregou o livro para mim!!!

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Não consigo parar de olhar para o meu livro autografado!

Ele próprio relatou que nunca havia sido recepcionado de forma tão intensa. “Eu sempre sonhei em ser um jogador de futebol, mas hoje à noite eu ouvi meu nome como uma canção, então, é quase tão bom quanto”, disse em entrevista para o Adoro Cinema.

Depois do nosso breve contato, entrei na sessão para conseguir um bom lugar no cinema. Não podíamos entrar com celulares ou equipamentos eletrônicos, por isso não pude registrar os momentos lá dentro. Em cima de cada assento havia uma caixinha com biscoito globo, marcador, botom, pingente da editora, lenços de papel e água, também ganhamos Guaraná black, que patrocinava o evento.

Antes da sessão começar, o autor foi chamado para um discurso. Foi nesse momento que ele passou exatamente por mim, no corredor, para ir a frente. Ele é uma pessoa ótima e gentil e um dos autores mais incríveis que já tive o prazer de ler, e vê-lo passar ali na minha frente sem ter o meu fangirl moment foi muito difícil, acredite.

Discurso antes da sessão

Discurso antes da sessão – Foto: Divulgação FOXFilm do Brasil

Ele agradeceu aos fãs e contou a experiência da adaptação do livro e da viagem ao país. Falou sobre o elenco, a produção, os desafios e a intencionalidade da sua obra. Me senti privilegiada de estar assistindo àquilo tudo de primeira mão e ao vivo, e me lembro de ter consciência de estar vivenciando um dos momentos mais incríveis do qual já sonhei.

John Green deixou o palco finalizando: “As they say in my hometown: don’t forget to be awesome.”, levando consigo o desfecho de uma noite inesquecível para mim, para os fãs brasileiros e tenho certeza, para ele também.

A minha crítica do filme vocês podem conferir aqui.

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