“P.s.: ainda amo você” – Resenha

Essa resenha pode conter spoilers para quem ainda não leu “Para todos os garotos que já amei”.

“NOVO CONTRATO DE LARA JEAN E PETER

• PETER NÃO VAI SE ATRASAR MAIS DO QUE CINCO MINUTOS.

• LARA JEAN NÃO VAI OBRIGAR PETER A FAZER QUALQUER TIPO DE ARTESANATO.

• PETER NÃO PRECISA LIGAR PARA LARA JEAN TODAS AS NOITES ANTES DE IR DORMIR, MAS PODE LIGAR SE TIVER VONTADE.

• LARA JEAN SÓ VAI A FESTAS SE TIVER VONTADE.

• PETER VAI DAR CARONA PARA LARA JEAN SEMPRE QUE ELA QUISER.

• LARA JEAN E PETER VÃO SEMPRE CONTAR A VERDADE UM PARA O OUTRO.

Só tem uma coisa, uma coisa importante da qual quero ter certeza.

— Peter.

— Que foi?

— Não quero que a gente parta o coração um do outro.

Peter ri e acaricia minha bochecha.

— Você está planejando partir meu coração, Covey?”

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“P.s.: Ainda amo você” é a aguardada sequência do best-seller “Para todos os garotos que já amei” — publicação ed. Intrínseca — e trouxe o desfecho dessa duologia que tomou meu coração.

O romance, mais uma vez, traz à tona a problemática da adolescência. O mais legal é que Jenny Han mostra como, apesar de simples, ela é séria. É como se um adulto conversasse com uma criança de igual para igual. Ela não faz esses dramas parecerem menores ou desimportantes. Ela os trata com divertimento, mas com delicadeza.

Na sequência podemos notar o amadurecimento da personagem principal, bem como de Kitty, sua irmã mais nova, e a forma como elas encaram o novo rumo que esse volume tomou. Além, é claro, do relacionamento delas como irmãs e em família, magnificamente bem construído pela autora.

Amo. Ele disse ‘amo’. Fico tonta. Sou uma garota amada por um garoto, e não só pelas irmãs, pelo pai e pelo cachorro. Um garoto com sobrancelhas lindas e cheio de truques.”

A Lara Jean é a mais romântica das irmãs Song. Por isso ela escreveu cartas, em primeiro lugar, por isso ela se dedica a fazer cartões nos dias de São Valentim, e sobremesas cheias de enfeites. As cenas que a autora constrói para enfatizar esse traço são as melhores. Os acontecimentos mais simples tecem a história do jeito mais encantador que já li nos livros YA. E para provar que é uma boa nerd, até referências da cultura pop a autora usa.

“Na sexta, levo os biscoitos de limão e escrevo o número da camisa dele na bochecha, o que deixa Peter feliz da vida. Ele me abraça e me joga no ar, com um sorriso enorme no rosto. Fico me sentindo culpada por não ter feito isso antes, porque foi preciso um esforço mínimo da minha parte para fazê-lo feliz. Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento.”

Qualquer um que já foi ou é adolescente vai se identificar em algum momento da trama e vai terminar a história abraçando o livro e querendo mais. Doce como o doce mais doce das sobremesas da Lara Jean.

“Então, pego a mão dele e a coloco no meu peito, sobre o coração.

— Você tem que cuidar bem dele, porque é seu.”

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“A Sereia” – Resenha

O romance de estreia de Kiera Cass, autora da série A Seleção, revisitado 6 anos depois de sua publicação, foi uma chance que a autora encontrou de incrementar sua história original e finalmente publicá-la numa editora tradicional. No Brasil, a responsável por sua publicação é a editora Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras.

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A  H I S T Ó R I A

O livro trata de uma releitura moderna dos contos mitológicos gregos das sereias. A Água, que por sua vez é uma personagem animada, recruta jovens meninas para servi-la por cem anos. Nunca esposas ou mães, já que seria praticamente impossível ter a fidelidade plena desse grupo de mulheres. A Água quer jovens que dediquem seus corações e suas vidas integralmente a Ela.

A regra é simples. As sereias – que nunca são muitas, é sempre mantido um grupo pequeno de mulheres transformadas para ajudar a mantê-las em segredo – devem usar sua voz para cantar e assim atrair vidas que, encantadas pela canção, se jogam e afogam no mar. A Água insiste que precisa ser alimentada, pois esse é o equilíbrio da vida. Uma vida sacrificada por ela salva mil outras.

As jovens sereias levam uma vida normal, – tirando o fato de que nunca morrem, não ficam doentes, não se machucam, não envelhecem e respiram debaixo d’água – frequentam aulas, vão as festas e viajam. Porém, é importante que nunca se comuniquem usando a fala, ou levariam o mundo todo à morte. Apesar de fazerem o trabalho sujo, não é algo de que elas se orgulhem.

Entretanto, Kahlen, nossa protagonista, que acontece de ser a filha mais especial da Água, conhece alguém e, de repente, se vê apaixonada. A serva que tem uma pena de somente mais vinte anos para cumprir com a Água, coloca tudo a perder quando não consegue mais direcionar seu coração para o lugar certo. Pela primeira vez em seus oitenta anos de servidão e obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.

C O N S I D E R A Ç Õ E S

Kiera Cass e releituras. Duas coisas que amo na literatura contemporânea. Duas coisas que, por algum motivo, não me convenceram de jeito nenhum dessa vez. O livro é curto e até bem descomplicado de fluir. Mas o romance, entretanto, o principal foco da obra, é mal construído e apelativo. São 323 páginas onde o casal em questão contracena em três apenas cenas e vivem um amor instantâneo. Os dois mal se conhecem, mas compartilham a mesma alma e as mesmas dores. O casal, infelizmente, não me convenceu.

Apesar de serem responsáveis por uma das cenas mais sem noção do livro – entre tantas outras -, a amizade das irmãs sereias foi o que me agradou mais da história e o motivo de ter avaliado o livro com três, e não duas estrelas. Isso e essas duas citações que me chamaram a atenção:

“Os casais eram como sereias: criavam a própria língua, os próprios sinais e os próprios mundos.”

“Não conhecia nenhuma expressão mais forte que ‘alma gêmea’, que desse a entender a sensação de estar tão unido a alguém que é difícil dizer onde termina essa pessoa e onde você começa”.

Até ela completar com “Se essa expressão existisse, pertencia a Akinli e a mim”, o que me fez revirar os olhos.

Bom para “A Sereia” ser um standalone. 

Apesar de não ter me contentado com o livro de estreia da autora, continuo sendo aquela leitora que vai ler qualquer livro que Cass publicar. Meu consolo é o lançamento de “A Coroa” em maio, o último livro da série “A Seleção”. 😀

“November 9” – Resenha

Às vezes, sinto que se todos os romances do mundo fossem escritos pela Colleen Hoover eu leria um livro por dia. O da vez é “November 9”, publicado em novembro do ano passado pela editora Atria Books e, segundo a Galera Record, tem previsão de lançamento no Brasil para 2017 (eba!).

5/5 🌟  no Skoob


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“If she’s not careful, I might just fall in love with her. Tonight”.

Fallon O’Neil é filha de Donovan O’Neil, um famoso ator que interpretou o personagem Max Epcott. Fallon tinha seguido os passos de seu pai e sua carreira, aos 16 anos, já era um sucesso. Até o dia em que se acidentou em um incêndio. Em um 9 de novembro, a jovem, que estava apenas começando sua carreira, viu as perspectivas de seus sonhos mudarem de rumo quando teve 30% do seu corpo queimado.

No aniversário de dois anos do acidente, Fallon sai para almoçar com Donovan. É aí que Benton James Kessler surge para salvá-la dos conselhos pessimistas de seu pai. Ele é o primeiro cara que flerta com ela desde o acidente e, quando senta na mesa, se apresenta como namorado de Fallon, e ela, que não tinha nada a perder, entra no jogo.

Insta-love: a identificação entre os dois é instantânea. Uma linda e comum história de amor poderia começar aí, não fosse pelo fato de que Fallon está se mudando de Los Angeles para Nova York na manhã seguinte. Como eles não tem nenhuma intenção e, tão menos, coragem de perder a forte ligação que construíram em um dia, combinam de se encontrar nos próximos cinco anos no mesmo lugar, dia e horário.

“You can’t leave yet. I’m not finished falling in love with you”.

Assim é todo 9 de novembro. Com 365 borboletas no estômago dos dois jovens. Eles se encontram depois de todo um ano, e quantas coisas podem ter mudado? Ou mesmo será que eles vão se lembrar do encontro marcado com tanta antecedência?

Também sabemos que Ben, quem ajudou Fallon a valorizar suas cicatrizes e aumentar seu auto-estima, guarda algum segredo, devido algumas atitudes suspeitas nos capítulos narrados no seu POV. Entretanto, o rumo que a história toma é de cair o queixo.

Adorei como a autora criou uma metalinguagem ao colocar Ben como escritor e usar suas falas para expressar as dificuldades, rituais e pensamentos de um autor. O legal é que o seu livro é basicamente o livro de Ben, acrescentado da voz de Fallon.

Totalmente surpreendente e ainda mais emocionante, o romance é mais um na minha lista de favoritos. Colleen Hoover got the hang of it! Romântico, dramático e cômico, numa medida que só a autora faz como ninguém.

Trilogia Slammed – Resenha

A trilogia Slammed é o primeiro romance da autora bestseller Colleen Hoover e foi publicado pela editora Galera Record no Brasil. A série é composta pelos volumes em sequência: “Métrica”, “Pausa” e “Essa garota”. Já adianto que avaliei com 5/5 estrelas no Skoob os dois primeiros volumes e favoritei. ❤ Será que vai ser assim com todos os livros da CoHo? :O

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O primeiro volume, “Métrica”, é narrado por Layken que está de mudança para Ypsilanti com seu irmão mais novo, Kel, e sua mãe, Julia, depois da morte de seu pai no último ano. Lake não queria ter de perder o Texas também, mas se muda relutante mediante a situação crítica da família.

Assim que chegam na cidade, a família, nova habitante de Ypsilanti, se depara com os vizinhos Will Cooper e seu irmãozinho Caulder, que logo vira melhor amigo de Kel. Os dois irmãos, sozinhos, mudam toda a ideia negativa que Lake tinha de se mudar.

A identificação entre Lake e Will é instantânea e brevemente os dois se veem intensamente atraídos. Essa atração, entretanto, é maior e muito mais complexa que uma mera necessidade física. Os dois se reconhecem um no outro.

Mas, como sabemos, é um livro – uma trilogia! – e não teríamos um final feliz logo nos primeiros capítulos. O que acontece, caros leitores? Colleen Hoover acontece. Como é de praxe da autora, o livro aborda históricos dramáticos na vida dos personagens que, constantemente, nos envolvem em muitas lágrimas.

O drama continua em “Pausa”, eleito o meu livro preferido da série e dessa vez narrado por Cooper. Quando Lake e Will acreditam ter derrubado todos os muros que os atrapalhavam de ficar juntos, Colleen Hoover acontece de novo. E depois mais uma vez. Essa mulher não se cansa né, gente?

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O que mais adorei nesse livro foram a entrada de novos personagens incríveis, e o envolvimento maior de outros que já conhecíamos do primeiro volume. Os personagens da autora, nessa trilogia, têm todos personalidades muito forte, que nos faz amá-los de uma forma ou de outra.

No terceiro e último volume, “Essa garota”, além de podermos saber um pouco sobre a vida pós métrica-e-pausa dos personagens, temos a oportunidade de ler, sob o ponto de vista de Will, os acontecimentos decorridos em “Métrica”, inclusive algumas cenas que não fazíamos ideia que tinha ocorrido.

Amei e não amei o último livro ao mesmo tempo. O fato de poder ter contato com essa série de novo foi uma experiência que me deixou muito contente. Mas, fiquei me perguntando se não podíamos cortar algumas enrolações e transformar a série toda em uma duologia. De qualquer forma, esse último me fez “esculpir abóboras” de leitura, já que desgosto tanto de chegar ao final de séries que amo. 😥

Colleen Hoover, novamente, conseguiu me tirar gargalhadas altas, tão impecável é seu senso de humor, e, ao mesmo tempo, lágrimas incessantes. Essa característica é o que mais amo na autora, e o motivo que me faz pegar os livros dela sem receio algum. Nas mãos de qualquer outro autor, “Slammed” poderia se tornar uma obra monótona ou, até mesmo, fatigante, mas Hoover consegue dar ritmo e unidade à sua trama, nunca a deixando cansativa ou desinteressante.

Mais do que recomendo essa série que devorei em poucos dias.


É fã da Colleen Hoover ou ficou com vontade de ler? Conta para mim nos comentários! ❤

Natal – 6 on 6

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que vocês estejam tendo um feliz Natal junto aos seus entes mais amados.

Este mês eu e as blogueiras desse projeto — Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante — combinamos de adiar a postagem do projeto para hoje, o dia do Natal.

Não existia um tema mais propício para o mês de dezembro, né? Então aqui vão os seis cliques que fiz para o 6 on 6 em homenagem a esse feriado tão especial.

A minha irmã gosta de chamá-lo de Olaf de livros, mas ele também é conhecido como BookSnowman, não é fofo?

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“De nada adianta o Cristo nascer mil vezes em Belém se ele não nasce no coração do homem também.” (Aun Weor)
Esse livro é do C. S. Lewis que, nas suas 300 páginas, narra de forma simples e descomplicada todo o cristianismo, da maneira que ele deve ser.

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Aproveitando para mostrar minha leitura atual, ” O presente do meu grande amor”, uma organização da Stephanie Perkins, é uma compilação de 12 histórias de Natal, escritas por 12 diferentes autores. Como já é de conhecimento público, tudo que é feito pela Perkins é uma leitura leve e agradável e já posso adiantar que estou amando. A autora, inclusive, está organizando mais um antologia, “Summer Days & Summer Nights” que deve sair no inverno — já que o verão nos Estados Unidos é o equivalente ao inverno no Brasil.

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O que pode ser mais fofo do que esse cartão de Natal de Harry Potter que encontrei na internet? *Leia cantando no ritmo de Jingle Bells.

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“Ligações” da Rainbow Rowell, que inclusive já resenhei aqui, é uma ótima leitura de Natal. Fiz essa leitura no decorrer desse ano e ela entrou na minha lista de favoritos.

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Se você é como eu, e gosta de ler livros temáticos de acordo com os feriados, vai amar esse leitura. “Deixe a neve cair” narra três romances que, no final, se cruzam da melhor maneira possível. Esse é outro livro que favoritei. Já deu pra perceber o quanto eu amo esse feriado?

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Espero que se divirtam com as fotos e recomendações. Desejo um Natal super especial para vocês e suas famílias. Para mais fotos, não deixem de conferir o blog das blogueiras que participam do projeto, cujos links estão disponíveis no início do post.

O 6 on 6 continua em janeiro!

Dia Nacional do Riso – 6 on 6

No dia 6 de novembro é comemorado o Dia nacional do riso, pensando nisso eu e as blogueiras do projeto “6 on 6” resolvemos basear o post desse mês em fotografias de livros que nos arrancaram as melhores risadas.

Particularmente, não tenho nenhuma dificuldade em me divertir durante a leitura. Pelo contrário, até livros de gêneros mais sérios, em alguma cena, conseguem me fazer rir. A escolha do tema foi uma ótima oportunidade para reunir aqui alguns desses livros. Confiram 😉

  1. A Jojo Moyes tem um senso de humor incrível, e essa leitura, em particular, foi um grande mix de romance, emoção e cenas cômicas.

um mais um

2. Cidades de Papel foi um livro que tive que parar para rir antes de retomar a leitura. Nada como ler o livro certo na hora certa, né? Foi a experiência perfeita para a época perfeita da minha vida.

cidades de papel

3. Na verdade, estou procurando até hoje alguma obra do John Green que não tenha me feito gargalhar alto. Sou apaixonada pelo seu senso de humor e piadas nerds, desde o seu vlog às suas obras literárias.

john green

4. Nimona, uma das minhas leituras atuais, é um graphic novel do Noelle Stevenson, a mesma criadora das ilustrações de Fangirl, da Rainbow Rowell. O HQ mistura aventura e fantasia e ainda tem um humor fofo e nerd.

Nimona

5. Como não se divertir com Lara Jean e a forma como lida com as novas mudanças de sua vida? Em Para todos os garotos que já amei, Jenny Han criou um universo onde soltamos suspiros e risadas ao mesmo tempo.

jenny han

6. O Rick Riordan sabe como criar situações hilárias. Os olimpianos estão sempre me tirando boas risadas.pj

Não deixem de conferir os posts das blogueiras que estão participando do projeto: Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante

Até o próximo 6 on 6!

“O lado feio do amor” – Resenha

“A diferença entre o lado bonito e o lado feio do amor é que o bonito é bem mais leve. A pessoa se sente como se estivesse flutuando. Ele ergue a pessoa. Carrega-a consigo. As partes bonitas do amor fazem você ficar acima do resto do mundo. Elas deixam a pessoa muito acima das coisas ruins, e a fazem olhar para todo o resto lá embaixo e pensar: Caramba. Que bom que estou aqui em cima.”

“O lado feio do amor” é da autora best-seller Colleen Hoover e foi publicado pela Galera Record no Brasil. Avaliei com 5/5 estrelas no Skoob e favoritei.


ugly love

Tate é uma estudante de enfermagem que está se mudando para casa de seu irmão Corbin. Logo que Tate chega no apartamento, sozinha à primeira vez, se depara com o melhor amigo de seu irmão bêbado implorando para entrar. Mas, as primeiras impressões frequentemente nos iludem.

Miles é na verdade um rapaz centrado, sério e fechado, tem 23 anos e, assim como todo homem da vida de Tate, é piloto. Miles tem um passado que o tornou essa pessoa obstruída, e temos a oportunidade de ir conhecendo-o aos poucos durante a leitura, em capítulos alternados que se passam seis anos antes do jovem conhecer Tate.

A atração entre os dois é praticamente instantânea, no entanto, quando começam a se envolver, Miles cria duas regras para preservar um relacionamento completamente sem compromisso: não ser questionado sobre seu passado e nunca esperar dele um futuro. Assim que as regras são determinadas, Tate sabe que vai fracassar. Afinal, enquanto Miles é sólido, Tate é líquido e apenas isso.

Felizmente, há capítulos alternados onde vamos, aos poucos, entendendo as circunstâncias que levaram o coração de Miles Archer a se tornar tão recolhido. No desbravamento por esse segredo, uma surpresa: uma trama emocionante e de apertar o coração. A história de Miles é surpreendente e Tate mal sabe os caminhos que precisará percorrer e persistir para quebrar suas muralhas e derreter suas geleiras.

É nesse ritmo que Colleen Hoover trabalha para mostrar os dois lados do amor. Por vezes poética, mas não menos cômica, a autora abre discussão sobre a parte feia, árdua e penosa que existe em toda e qualquer relação de amor. Mas há também o lado que, ocasionalmente, resiste a esses eventos. O lado belo que nos faz olhar para todo o resto lá embaixo e pensar: Caramba. Que bom que estou aqui em cima.


A notícia boa é que o livro está em processo de adaptação para os cinemas, e de acordo com o teaser já lançado está previsto para o próximo ano.

É fã da Colleen Hoover ou ficou com vontade de ler? Conta para mim nos comentários! ❤

Crianças da literatura – 6 on 6

“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso.”

Feliz 12 de outubro, pessoal! Para comemorar a data, eu e as blogueiras do projeto 6 on 6 adiamos o post de outubro para esse feriado. Nesse mês das crianças, optamos por prestigiar os personagens mais ingênuos da literatura.

Confiram 6 cliques que fiz entre alguns dos livros com os meus personagens infantis favoritos. Para cada um deles, selecionei uma citação que nos faz lembrar que mesmo com os miúdos temos muito a aprender.

o pequeno principe

“Mas, com certeza, para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância.”

alice

“Senhores, a única forma de alcançar o impossível é pensar que é possível.”

extraordinario

“É engraçado como às vezes nos preocupamos muito com uma coisa e ela acaba não sendo nem um pouco importante.”

toda luz

“Mas não era coragem; eu não tinha escolha. Acordo todos os dias e vivo a minha vida. Você não faz a mesma coisa?”

mau começo

“Não compreendiam por que devia ser assim, mas, como ocorre com tantos acontecimentos infelizes na vida, o fato de não compreendermos uma coisa não significa que ela seja menos real.”

harry potter

“Não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver”

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Até o próximo 6 on 6!

“Um mais Um” – Resenha

“A lei da probabilidade combinada com a lei dos grandes números estabelece que, para vencer as dificuldades, de em vez quando temos que repetir algumas vezes um acontecimento para conseguir o resultado almejado. Quanto mais se faz, mais perto se chega. Ou, como explico para minha mãe, às vezes, basicamente, só precisamos insistir.”

Avaliei com 5/5 estrelas no Skoob. Essa é a segunda obra da Jojo Moyes que leio e a segunda que vai para minha lista de favoritos. ❤


Um mais Um

S I N O P S E

Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos.

Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno prodígio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação, Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de veraneio por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista.

Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.

Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

Um mais um

C O N S I D E R A Ç Õ E S

Otimista é a palavra que define cada uma das 320 páginas dessa obra, que me rendeu tanto boas risadas quanto lágrimas, durante algumas madrugadas de pura êxtase literária.

Com o seu mais afiado tom de humor, a autora narra sobre família, superação e sobre algumas “montanhas” que, às vezes, precisamos subir e descer, seja por nós mesmos ou por aqueles que amamos.

A obra é principalmente sobre se relacionar em família, desde estimular as qualidades uns dos outros até a maneira de lidar com os defeitos de cada qual dentro de um clã.

Moyes criou personagens que erram, mas que não se contentam, persistem e mostram que unidos são capazes, sim, de mover umas montanhas e conquistar tudo. Mesmo que – com tudo – eu esteja me referindo a narrar todo um livro juntos, cada um a sua maneira num capítulo, sem comprometer nada da essência da história.


Se você já leu, não deixe de contar nos comentários sua opinião! ❤

Top 6 literário – 6 on 6

Depois de um mês de agosto interminável, finalmente estou de volta com mais um post de 6 on 6! Nosso tema de setembro é “Top 6 Literário” e reuni aqui seis imagens que mostram minha admiração por seis de meus autores favoritos!

  1. Rainbow Rowell escreve romances contemporâneos tão fofos quantos as ilustrações dessas capas! Seus livros têm um certo tom de comicidade que torna qualquer leitura mais agradável e fluida. 

2. Stephanie Perkins escreve sobre casais que poderiam muito bem existir. A série “Anna, Lola e Isla” é uma das minhas preferidas e cada livros conta a história de três personagens do mesmo universo. O mais interessante é que apesar de serem histórias independentes, elas se cruzam, nos permitindo saber um pouquinho do futuro das personagens de cada livro anterior.

3. C. S. Lewis escreveu obras infantis profundas como ninguém antes. Na série “As crônicas de Nárnia” Lewis criou um novo universo com direito a participação de personagens de contos, das mitologias grega e nórdica, bem como aborda o tema do cristianismo durante toda a obra.

Ainda estou no 4º livro da série e considero Lewis um dos meus favoritos.

4. Rick Riordan é perfeito para quem ama fantasia e mitologias em geral. Suas histórias são sempre instigantes e além de divertidas, são um grande aula de mitologia.

5. Em 2009, Kiera Cass escreveu uma nota: “Se alguém tiver um pouco de Felix Felicis para me ajudar a vender uns livros, conta pra mim.”. Acho que ela encontrou a poção exata que a ajudou, pois o sucesso de “A Seleção” é inquestionável. Já ouvi tanto críticas positivas quanto negativas e todas elas diziam o quão irritavelmente envolvente e rápida é essa leitura.

6. Já não é segredo minha paixão pelas obras do John Green, né? A escrita dele simplesmente me encanta; engraçada, simples e, por vezes, devastadora. No ponto certo, seus livros nutrem de tudo o que procuro quando penso em ler um youngadult.

Foi difícil escolher seis dentre tantos nomes geniais e cujas obras amo, por isso resolvi fazer outro post em breve para falar de alguns autores que não estão nessa lista de hoje.

Não deixem de conferir o top 6 das blogueiras que estão participando do projeto: Psicose literária – Um amor de livroNa estrada da fantasia – No mundo dos livros – Na sua estante

Até o próximo 6 on 6!